Ainda ecoa em nossos ouvidos a promessa da presidente Dilma de colocar a administração federal integrada aos órgãos de segurança dos estados. Timidamente tem acontecido. No Rio de Janeiro, por exemplo, no reforço ao trabalho das UPPs. Acontece que a integração propalada terá de vencer entraves burocráticos e uma política de cooperação sem precedentes. É que cada membro da federação possui características próprias. E mais: não basta a cooperação entre policiais, mas há necessidade de entrosamento com os órgãos do Judiciário.

A violência em todo o país continua alarmante. Em 2013, tivemos seis óbitos por hora (53 646 óbitos), segundo publicação do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

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Não se resume a violência aos casos fatais. Há casos que se multiplicam quando as pessoas se relacionam. A violência contra a mulher, por exemplo, apresenta dados estatísticos de uma pesquisa realizada pelo Instituto Avon, num universo de 2046 pessoas, entre homens e mulheres, entre 16 e 24 anos. No país, 55% dos homens declararam que praticaram atitudes violentas e 66% das mulheres disseram tê-las sofrido.

Quanto a outros tipos de violência, diante de tantos casos, reportamo-nos a situações de agressão verbal e física de parceiros, estupro e assédio, agora com a ameaça de condenação da Lei Maria da Penha.

Quanto à violência sexual, temos acesso aos dados da Organização Mundial da Saúde pelos quais 7% da população de mulheres sofrerão violência sexual por uma terceira pessoa estranha ao relacionamento.

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Dentro dessa abordagem, é elogiável a iniciativa de alunas da USP que se uniram para combater abusos e apoiar as vítimas de agressão sexual. Na cidade do Rio de Janeiro, aproximaram-se as alunas de sete universidades para conter a violência contra a mulher.

A OMS oferece dados pelos quais, entre cem e cento e quarenta milhões de mulheres em todo o mundo já foram submetidos à mutilação genital. Também que, por volta de 70 milhões de meninas casaram-se à força, antes de comemorar 18 anos.

Amenizando situações, há, no Rio de Janeiro, o CIAM, Centro Integrado de Atendimento à Mulher Márcia Lyra, especializada em amparar casos de abuso sexual contra menores de idade. Há ainda a Casa Abrigo Viva a Mulher Cora Coralina e a Casa de Manguinhos, entidades que abrigam mulheres vítimas de violência. Multiplicar essas entidades é caminhar firmemente no combate à violência contra a mulher.



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