Na Praia de Copacabana, muitas cruzes com retratos dos policiais mortos no último ano só no Rio de Janeiro. A grande maioria deles, mortos quando estavam de folga e totalmente despreparados para o que estava por vir. São verdadeiras execuções planejadas e ocorridas, muitas vezes em plena a luz do dia, nas quais policiais perdem a vida e famílias ficam desprotegidas e desamparadas. O protesto #basta, organizado por policiais, está marcado para esse domino (14/12) à partir das 10 h na orla da praia de Copacabana, posto 6, e o intuito é de que a população participe e se conscientize da realidade de nossa segurança pública e de como a instituição "polícia" está sucateada e relevada a segundo plano pelo Estado hoje.

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O criminoso entra por uma porta, seu advogado por outra, trazendo consigo um punhado de nossas leis retrógradas e benevolentes, do tempo em que "se amarrava cachorros com linguiça", e pronto, em questão de horas, dias, o assassino, ladrão, infrator, como queiram chamar, está na rua, pronto para outra e rindo de suas vítimas e de seus detentores, que morreram em vão.

Muitos policiais militares estão aderindo ao movimento #basta, criado por policiais, que surgiu no enterro do policial militar Anderson de Senna Freire, assassinado com um tiro na cabeça enquanto estava de folga. De acordo com um policial, em entrevista ao Jornal do Brasil, durante manifestação com as cruzes do movimento na Praia de Copacabana nessa última terça-feira (9/12), os policiais militares, em sua grande maioria, querem mudar a forma como a população passou a enxergar a corporação nos últimos anos, e diz: "Temos que levar em conta que o povo se afastou da gente, porque a gente se afastou do povo.

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A imagem do policial corrupto, sujo, que não tem comprometimento nenhum com o serviço, ignorante, que não tem estudo, acabou. A maioria de nós tem estudo e opinião formada e não quer envergonhar a família. A maioria esmagadora é do bem."   

A manifestação nas areias de Copacabana foi realizada pela ONG Rio de Paz, a pedido das próprias famílias dos policiais mortos, além dos muitos feridos e com sequelas graves, impedidos de exercer a função. Infelizmente para esses, o salário cai pela metade, e as gratificações não são mais concedidas, o que é vergonhoso, pois nesse país ultimamente os valores estão invertidos e bandidos recebem gratificações enquanto presos para o sustento de suas famílias, mas policiais, trabalhadores, nossos defensores, são feridos e mortos de maneira vil e covarde e deixam suas famílias desamparadas, pois para esses o Estado vira as costas. As famílias passam a viver de doações e caridade dos amigos policiais que trabalhavam com o policial morto ou ferido. "Isto é uma vergonha"!!

Como cidadã brasileira, sou totalmente a favor do movimento #basta, que tem como objetivo mais segurança e melhores condições de trabalho para os policiais, principalmente em áreas de risco no Rio de Janeiro.

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Que esse movimento estenda-se a nível nacional e que sejam observadas pelo Estado as reivindicações daqueles que dão suas vidas por nós. Tente viver sem a polícia nos dias de hoje aqui no Brasil, provavelmente estaríamos vivendo em prisão perpétua dentro de nossas casas, ao invés do regime semi-aberto que vivemos hoje, onde ainda podemos sair para trabalhar, ou nos divertir, apesar dos riscos. Sem os policiais, seríamos presas ainda mais fáceis, como zebras e gnus reduzidos e em quase extinção em meio a uma superpopulação de leões e predadores mortais.