Há muito tempo a #Educação brasileira sofre um processo de estagnação, ficando no ranking mundial dentre as piores do mundo, mesmo com alguns esforços do governo. O próprio recém aprovado PNE (Plano Nacional da Educação) juntamente com o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) vêm tentando melhor os índices no Brasil.

Embora o país tenha reduzido significativamente a taxa de analfabetismo no Brasil, dados alarmantes indicam uma alta evasão de alunos da rede pública de ensino. Mas afinal, de quem é a culpa dos péssimos resultados e da saída dos alunos da escola?

Primeiramente, o sistema educacional brasileiro foi fortemente embasado em um currículo que não atende à necessidade do aluno e que se torna pouco atrativo para o jovem.

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Mesmo nas escolas estaduais de São Paulo, onde a repetência é quase inexistente, muitos dos alunos não completam o Ensino Médio.

Professores mal remunerados, que muitas vezes trabalham em mais de uma escola para conseguir se sustentar, alunos que precisam trabalhar para ajudar a família ou que acham a escola maçante e a própria falta de investimento que, por muitas vezes, coloca mais de 40 alunos na mesma sala, ajudam a educação brasileira caminhar a passos de formigas.

Escolas particulares, muitas vezes, têm maior abertura para inovar métodos de ensino e obter sucesso, variando desde escola com métodos construtivistas até escolas com métodos tradicionais e muito rígidos. No entanto, apesar dos diversos métodos, o sucesso do aluno muitas vezes condiz apenas com a aprovação do mesmo no vestibular de universidade pública.

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Atualmente, devido ao método de seleção dos vestibulares, algumas escolas particulares optam por deixar de lado a construção de um cidadão (objetivo principal da escola, segunda a LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação) para formar um excelente fazedor de provas.

No ensino público, muitos dos alunos precisam entrar no mercado de trabalho e saem do ensino médio completamente despreparado tanto para os vestibulares, quanto para trabalhar. A solução do governo do Estado para isso foi a criação de escolas técnicas (que, diga-se de passagem, são excelentes), mas em quantidade muito aquém do que se deveria ter.

Não podemos deixar de considerar, também, o completo desinteresse de muitos alunos pelos estudos. Nesse caso, os pais deveriam ser uma fonte de incentivo para esses filhos.

Embora muitos avanços devam ser feitos, alguns avanços podem ser mencionados, como por exemplo, o aumento da quantidade de alunos de rede pública nas universidades públicas. Esse aumento aconteceu principalmente devido à criação de cotas e à reformulação do ENEM, que leva em consideração outros requisitos educacionais que são pedidos nos vestibulares tradicionais.

A educação deveria ter tratada como prioridade, com professores motivados, alunos motivados e escolas com toda a infra-estrutura necessária. Um dia chegaremos lá. #Opinião