O prefeito Paulo Alexandre Barbosa, na intenção de humanizar o atendimento aos usuários de drogas, sancionou em Santos a Lei 3.082, autorizando o convênio com entidades sem fins lucrativos, para execução do programa 'Crack, é possível vencer'. Será feita convocação para definir a entidade que realizará o programa.

Santos aderiu ao programa 'Crack, é possível vencer' com outras 15 cidades paulistas, no dia 24 de maio de 2013, na Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania, em São Paulo, na presença do então ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O programa é coordenado pelo Ministério da Justiça em parceria com outros ministérios, da Saúde, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Educação, Secretaria de Direitos Humanos, entre outros. E e envolve 'prevenção, cuidado e autoridade", integrando vários grupos sociais, trabalhando juntos na prevenção, combate, reabilitação e reintegração social de dependentes químicos e seus familiares.

Caso a convocação seja respondida por mais de uma entidade, será formada uma comissão composta por cinco servidores públicos estatutários e um representante do Conselho Municipal de Saúde para realizar uma eleição e determinar qual entidade irá realizar o programa.

Esperamos que o trabalho realizado na cidade de Santos venha mostrar um bom resultado, tendo em vista que o problema do Crack tem se alastrado pelos lugares mais imprevisíveis no Brasil, atingindo principalmente as famílias mais carentes e moradores de rua. Além de já poder ser considerado como um problema de saúde pública, é também um problema social grave, pois a maioria das pessoas que mora na rua, são usuários de crack e se encontram numa situação perversa de desumanização. Muitos não possuem casa, emprego, nem contato com a família. O único espaço que eles têm para sociabilizar é a rua.

O crack é uma droga que ameaça a saúde pública, tendo um grande poder de causar dependência e uma compulsão intensa, fazendo com que seus usuários fiquem totalmente vulneráveis às DST/Aids, além da violência e marginalidade associadas, já podendo ser considerado como epidemia em todo o litoral paulista.