Cerca de 75% dos tribunais no Brasil já aderiram ao movimento ditado pela Lei n°. 11.419/2006, tornando digitais os seus processos e procedimentos. Em uma era em que cada vez mais temos a intervenção da tecnologia em nossas vidas e cotidiano, a interferência no mundo jurídico não poderia divergir dos avanços igualmente alcançados.

Em alguns estados, as demandas judiciais iniciais só podem ser protocolizadas por meio eletrônico, sendo que as secretarias apenas estão autorizadas a receber protocolos físicos de processos em andamento.

Com as facilidades que o sistema eletrônico de processamento confere aos advogados, além da autonomia dos protocolos, a flexibilidade que não fica adstrita aos horários de funcionamento dos fóruns.

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Há advogados, ainda conservadores e adeptos de uma forma mais arcaica de manuseio dos autos, que criam resistência para aderir ao processamento eletrônico.

Tal resistência se mostra como um apego às formas clássicas de atuação no processo, outros ainda se obstam a atuar eletronicamente ante as dificuldades de se lidar com o avanço constante dos feitos tecnológicos.

O processo eletrônico veio para transformar de forma definitiva a maneira como lidamos com os processos. Com o fim das idas intermináveis aos fóruns e varas para 'dar uma olhadinha' ou tirar em carga os processos, os advogados passarão a ter mais tempo para se dedicar ao que efetivamente importa.

Os estagiários também poderão sentir grandes mudanças, com o fim das cargas, cópias e devoluções, seu aprendizado será ainda mais vantajoso, pela possibilidade de aprender a peticionar efetivamente, e acompanhar na prática o andamento processual e o direito como um todo.

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Com a inclusão digital do conjunto jurídico, poderá ser obtida de forma satisfatória a resolução de grandes problemas do atual cenário jurídico, como o congestionamento de processos, pilhas gigantescas de autos, perda de processos, autos retidos com as partes e todos os pormenores causados pela existência física.

Aderir ao movimento digital é se incluir no contexto de um mundo amplamente globalizado, é estar a par das inovações e acompanhar a evolução da sociedade, evoluindo também ao passo que novas tecnologias transformam a forma como se dá a interação com o geral e a maneira como o direito deve se impor na constante #Inovação que é a tecnologia e a sociedade.

Que venham as mudanças, as novas tecnologias e os novos procedimentos! Porque é nisso que se consubstancia o Direito. Na conquista, na inovação e na transformação cotidiana em prol de melhor atender os interesses sociais. #Legislação #Justiça