O pastor da Igreja Assembléia de Deus e também deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF), é o relator da Comissão do Estatuto da #Família, que define como família somente a união entre homem e mulher e diz ter o objetivo de proteger a instituição familiar. O Estatuto em si já é tido como preconceituoso, mas agora o deputado criou uma polêmica muito maior ao sugerir a inclusão de um novo artigo que restringe a adoção a casais heterossexuais e a solteiros e que modifica o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Ora veja bem, vivemos em uma sociedade onde menores abandonados estão à cada esquina e aos montes nos abrigos e orfanatos.

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O que é melhor para a criança, ser criada em instituições onde somente é mais uma e conforme cresce diminui em muito suas chances de adoção, ou ficar nas ruas, ao relento, sendo abusada por maiores, muitas vezes até os próprios pais, e forçadas a pedir dinheiro para alimentar os vícios dos mais velhos, ou ainda, roubar para comer ou servir seus "cuidadores"? Ou quem sabe, ser adotada por um casal gay, que lhe ame, lhe dê abrigo, estrutura familiar, isso mesmo, pois gays apenas são seres humanos com uma opção sexual diferente da minha e talvez da sua, são seres humanos, e com certeza sabem o que é amor, respeito, afeto, educação, lar, enfim, são "gente como a gente", ou vieram do espaço sideral?

Vão argumentar que não são bom exemplo, não sabem o que é um ambiente familiar, a criança poderá ver coisas que não deveria e etc.

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Mas, será que na família tradicional, homem e mulher, nenhuma criança viu ou ouviu o que não deveria? Será que vivendo sob o teto de um homem e uma mulher a criança não poderá viver o desamor, a violência, maus tratos, abusos e tudo de mal que uma criança pode sofrer? A desestabilização familiar é algo comum hoje em dia e a noção de respeito há muito está errada ou perdida.

Acho que cabe ao Estado procurar recolocar o maior numero de crianças abandonadas possível em um "lar" e entenda-se por "lar" um ambiente amoroso, protetor e acolhedor. Cabe ao Estado ter profissionais de assistência social aptos e em número suficiente para acompanharem as adoções, sejam feitas por casais heterossexuais ou homossexuais, para zelar pela saúde física e mental do adotado. Cabe ao Estado preocupar-se com o indivíduo, com o cidadão, e independentemente de seu credo, cor ou opção sexual.

A adoção tem que ser permitida onde haja amor e respeito e isso não é prioridade de heterossexuais. Caráter é coisa que ultimamente temos visto que anda em falta entre os homens de "H" maiúsculo e engravatados, basta tomar-se por exemplo os próprios políticos do nosso amado país.

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Ao que me parece esse é o país onde reina a hipocrisia, onde come-se sardinha e arrota-se caviar, pois a dura realidade social está aí escancarada e estamos nos preocupando com falsa moral e 'bons costumes". Que nossos representantes preocupem-se com a vida, com a saúde à beira do caos, com a educação tão fraca e abandonada, com a segurança há tempos perdida. Que se preocupem com o povo e parem de "chorumelas" hipócritas e demagogas.