A Rua Champs-Élysées é mais bela que a rua da minha aldeia, mas a Rua Champs-Élysées não é mais bela que a rua da minha aldeia, porque a Rua Champs-Élysées não é a rua da minha aldeia.

Quase ninguém conhece a rua da minha aldeia e o que é pior, não dá a mínima importância para a rua da minha aldeia. A rua onde moro não é pequena, não é grande, é uma rua interessante, com livrarias, tribunal de contas do município, hospitais, igrejas, sindicato dos trabalhadores, comerciantes, lojas de roupa, salão de beleza, delegacia de polícia, e o que é mais importante MORADORES. Gente que mora nas casas antigas da rua, famílias que moram nos apartamentos e gente que mora na rua, vive na rua.

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No mês de agosto, quando é época da floração dos Ipês, bem no quarteirão da minha rua tem um Ipê, que deixa ela mais charmosa ainda, a linda árvore fica bem perto de uma tradicional casa de Pão de Queijo, o melhor da cidade, onde personalidades tomam seu café e as não personalidades também, pessoas da comunidade.

É vergonhoso para nossa cidade ter uma rua na situação que encontra-se a minha rua, abandonada, triste e feia. A minha rua está suja, feia, árvores precisando de poda, escura, mal cuidada, violenta e não é só "culpa" dos moradores que não têm casa e apartamento e ali estão também morando. Em frente a minha casa mora um ex- jogador, que fez história no futebol Goiano, para mim o melhor centroavante aqui do cerrado, com todo respeito ao leão da Serra e ao meu Ídolo Bill, o Guilherme era dono de uma habilidade de poucos centroavantes.

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Há o tradicional Boteco, com boa freguesia de bons apreciadores da bebida, da famosa costela, mas o comerciante precisa encontrar solução para determinadas situações que acabam por incomodar toda a vizinhança.

Sempre que saio ao portão e vejo a realidade da minha rua, fico pensando o que tenho que fazer para transformar a minha rua na rua mais linda da minha cidade. Diante do caos surgiu a ideia da RUA CRIATIVA, isso mesmo, a rua 70 no centro de Goiânia que começa na Avenida Independência e termina na Avenida Paranaíba, será transformada em Rua 70 a RUA CRIATIVA, com suas características e potencialidades, já mencionadas acima. Com a simplicidade criativa podemos promover na rua, uma feira literária aproveitando as livrarias e distribuidoras de livros; podemos também fazer a RUA DA SAÚDE aproveitando os profissionais dos hospitais; por ser uma rua tranqüila podemos realizar noites culturais, pois, a secretaria de cultura da minha cidade é muita boa e apoiará a iniciativa; passeios esportivos; e faremos o DIA DOS DIREITOS HUMANOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE e também de todos os Direitos Humanos.

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O dia do Trabalhador será comemorado várias vezes durante o ano, por exemplo: Dia da Família Trabalhadora; Festas Religiosas com as Igrejas da rua; Feiras de roupas e mais outras ideias que surgirem.

Para colaborar com o sucesso da rua criativa, vou disponibilizar a minha casa que fica no Nº 115, para ser o escritório de mobilização das ações e recursos. Constituiremos um grupo gestor da rua criativa que trabalhará a sustentabilidade do projeto, solicitará o apoio dos gestores governamentais, empresários, da comunidade. Os moradores que hoje moram na rua serão convidados para participar do Projeto da Rua Criativa e depois com o passar do tempo teremos mais ruas cuidadas pelos gestores públicos em parceria com a comunidade.

Se todos concordarem, colocaremos na entrada da Rua Criativa o verso do poema " O Guardador de Rebanhos" de Alberto Caeiro, O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.

Afinal rua criativa tem que ter poesia... Sempre! #Inovação