A criança tomou banho, se arrumou, se alimentou e tudo estava bem. Porém, ao chegar o momento de sair de casa e se dirigir à escola, começou a resmungar, reclamar e bater o pé, dizendo que não quer ir. Se você é pai, mãe, tio ou avô, certamente já deve ter passado por esta situação. Para muitos pais e professores, o ato é - pura e simplesmente - manha. Entretanto, para grande parte da escola de psicologia, o problema pode ser um pouco mais sério e envolver, inclusive, aspectos psicológicos e sociais.

Segundo psicólogos, a ocorrência - denominada "recusa escolar" - é bastante comum em todas as idades, porém, é mais frequente nas crianças entre 5 e 7 anos de idade. Vale salientar que é nesta faixa etária que algumas crianças entram na escola e, também, realizam a transição, muitas vezes complicada, da #Educação Infantil para o Ensino Fundamental (resultante, também, em mudança de unidade escolar, a qual provoca uma série de mudanças, como alteração no círculo de amigos, professores, etc).

Para saber, exatamente, como lidar com a situação, é preciso analisar alguns fatores - sempre em conjunto com os professores, amigos próximos e, é claro, um especialista em psicologia infantil.

Ansiedade Pela Separação dos Pais

Mais frequente nas crianças menores, a ansiedade pela separação das mães pode gerar conflitos no momento de "deixar o ninho". Neste caso, muitas vezes as próprias mães sentem certa dificuldade em se desgrudar dos pequenos, o que pode desencadear na ansiedade infantil. Este processo - que não é, necessariamente, considerado "recusa escolar" - acontece, usualmente, entre os 6 meses e 5 anos de idade, período em que as crianças começam a frequentar creches e escolas.

A explicação deve-se, única e exclusivamente - pela insegurança e medo das crianças em se afastar dos pais ou responsáveis, pessoas com quem estão acostumadas a conviver e passar grande parte do tempo.

Carência

Uma causa comprovada da recusa escolar é a carência. Para tanto, é preciso estar alerta ao comportamento, principalmente dentro de casa. O nascimento de um novo irmão, a perda de um integrante próximo da #Família ou até mesmo a separação dos pais pode refletir na recusa. Em conjunto a um especialista, é preciso analisar os fatos e detectar, certeira e pontualmente, o motivo que está desencadeando o quadro.

Insegurança Familiar

Mães (e pais) inseguros também podem ser responsáveis pela recusa. Pais super protetores tendem à transmitir insegurança e medo aos filhos, principalmente quando dão deixados na escola pela primeira vez. A fim de minimizar o fato, é necessário que os responsáveis participem - integral e corretamente - do período de integração proposto pelas escolas. O ideal é que nos primeiros dias os pais acompanhem os filhos durante o período de aulas e, aos poucos, se afastem. A criança deve ter a certeza de que, no final do dia, os pais voltarão para buscá-la, na hora certa.

Como auxiliar e amenizar o comportamento?

Antes de tomar qualquer atitude, é necessário descobrir - e entender - a causa da recusa. Em seguida, proponha um diálogo aberto, de forma que a criança consiga se expressar claramente. Aproveite este momento para fazer questões relacionadas aos colegas da escola, professores etc.

Dosear o momento da despedida também é válido: evite prolongar os beijos e abraços, para não aumentar a ansiedade e a insegurança da criança.

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Seja sucinto breve. Por fim, evite - ao máximo - as faltas. Quando mais a criança ficar em casa, mais ela buscará por esta saída, a fim de se livrar do que, de fato, a incomoda. Entender o quadro e buscas pelo melhor tratamento é, sem dúvidas, a melhor alternativa, independente da idade.