Na ultima segunda feira (29) Aloizio Mercadante, ministro da casa civil, noticiou que o acesso da população aos benefícios previdenciários seria mais restrita, sendo necessária agora mais burocracia para conseguir seguro desemprego, pensão por morte, abono salarial, auxilio doença, entre outros. Essas medidas foram publicadas na terça feira (30) no Diário Oficial da União, mais precisam de 120 dias para serem validadas pelo Congresso Nacional.

De acordo com o ministro da casa civil, a "minirreforma previdenciária" como são chamadas essas medidas, são necessárias para reduzir o excesso de gastos do país a partir de 2015, sendo que representam uma economia de R$ 18 bilhões por ano.

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O pagamento do abono salarial será feito proporcionalmente, com a carência de seis meses. E o primeiro pedido de seguro desemprego só será pago ao trabalhador com um ano e meio no mesmo trabalho. Caso seja o segundo pedido de seguro, só será pago se comprovado um ano nesse trabalho. Sendo o terceiro, deve constar pelo menos seis meses com a carteira assinada. Em relação à pensão de morte, os cônjuges devem ter no mínimo dois anos de casado, sendo que a vítima deve ter contribuído com a Previdência Social por dois anos e a pensão será no valor de 50% do salário. Quanto ao auxilio doença, o empregador deverá pagar o primeiro mês do trabalhador.

Porém, na mesma terça feira (30), a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) aprovou por unanimidade um reajuste nos salários do governador que receberá cerca de R$ 22 mil, o vice-governador e os secretários receberão R$ 19 mil e os deputados estaduais R$ 25 mil, resultando para os cofres públicos do Estado o débito de R$ 20,5 milhões.

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Além de serem aprovadas também as regalias de segurança e motoristas para ex-governadores.

São fatos distintos que se configuram na situação em que se encontra o país. Como sempre, os direitos que beneficiam a população (que é a grande maioria) são limitados, e a bola da vez são os direitos trabalhistas, e no que tange aos benefícios da pequena parte (principalmente os políticos), esses são sempre multiplicados. #Governo