A #Educação brasileira foi tema de debate mais uma vez. Ela atravessa uma crise sem precedentes com a notícia que o piso nacional de 40 horas teve um reajuste de 13%, o que no mundo real não é muito, pois o piso atingiu o valor de R$ 1.917 por 40 horas semanais em uma das profissões mais estressantes do mundo. Agora, se o professor quiser ganhar mais, a jornada deverá ser tripla. Alguns posts surgiram na internet, em redes sociais, satirizando o salário de professor no Brasil.

Além do salário ser desestimulante, a situação da educação pública é mais grave ainda. São salas lotadas, professores que precisam dar aula em várias escolas pra complementar a renda, infraestruturas comprometidas, falta de materiais, falta de profissionais, excesso de burocracia como diários, fichas avaliativas, planos de aulas, projetos, elaboração de provas, correções de provas etc.

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Isso tudo se traduz em professores estressados, emocionalmente abalados e que na maioria dos casos trabalham também com total insegurança, sofrendo assédio moral, violência verbal e pressão por parte da escola. São obrigados a lidar todos os dias com crianças e adolescentes violentos e sem limites, sem sequer receber insalubridade. Esses fatores podem afetar a qualidade no ensino das escolas e a qualidade do trabalho do professor em sala de aula, que na maioria das vezes entra em depressão ou sofre algum tipo de doença ligada ao estresse.

O salário deveria ser o principal fator atrativo para se começar a carreira docente, porém os licenciados recém-formados estão procurando outras formas de renda como complemento à renda de professor. É uma profissão desgastante e totalmente compromissada que precisa ser bem remunerada e valorizada, tanto no sentido de formações quanto nos salários e condições de trabalho.

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O professor brasileiro se tornou uma espécie de guerreiro que precisa antes de tudo amar a profissão para conseguir se aposentar nela. E nada vai mudar se a política de valorização não for colocada em primeiro plano. #Opinião