Iniciamos mais um ano, comemoramos com familiares e amigos com a sensação de dever cumprido, conquistas alcançadas, de alegria, ou mesmo, com a sensação de fracassos, tristezas, frustrações. Mas, com a certeza de que recebemos mais uma chance de reescrever ou dar continuidade em nossa história. E assim, nos sentimos profundamente afetados com estas sensações. Levando-nos a refletir, tomar decisões, ter esperanças, criando expectativas de um mundo melhor para nós e para toda a humanidade.

Esse final de ano foi marcado por muitas tragédias (acidentes aéreos e marítimos), muitos acontecimentos violentos (assassinatos), muitas tristezas numa época que se comemora a chegada de um novo ano, de um uma realidade mais feliz, com mais oportunidades, mais justiça, dignidade e paz.

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A um passo do ano novo chegar, anunciam-se resoluções por parte dos detentores do poder, sobre aumentos e mais aumentos de impostos e reduções do orçamento dos direitos sociais. Quando precisamos de maiores investimentos, mais valorização de nossos direitos. E assim, anuncia-se antecipadamente mais um ano difícil para a população, e mais ainda, aos menos favorecidos. Festejamos, damos gargalhadas, brindamos, celebramos a esperança de um ano menos difícil e mais feliz. Então pergunto: ano novo, vida nova?

Por mais que tenhamos a convicção de que caminharemos para um futuro melhor, quando nos empenharemos de corpo e alma para novas conquistas, novos sonhos, novos investimentos profissionais, para uma vida com mais qualidade, mais alegrias, a realidade já se mostra com a mesma tendência desumanitária, injusta e exploradora.

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E assim, mais um ano difícil, muitas coisas a serem transformadas, e muitas coisas se repetindo escancaradamente.

Para este ano de 2015 ainda continuarão os grandes desafios pessoais e coletivos. Comemoramos nos momentos festivos, nos sensibilizamos, choramos, rimos, nos revigoramos com o amor e carinho inspirados pela energia festiva, pelo aconchego da família e dos amigos. E agora, o que nos espera? O que estamos dispostos a fazer para uma mudança real em nossa política, em nossa sociedade, em nossos valores ultrapassados, limitadores, egoístas, preconceituosos e desumanitários?

Reflitamos portanto, não podemos ficar presos ao nosso próprio umbigo, a nossa alegria passageira de uma época festiva no final de ano. Enquanto comemoramos e nos distraímos dos assuntos e contextos altamente importantes para nossa vida e a de toda sociedade, mentes renovam suas estratégias de domínio, de legitimação de poderes, de garantias de vantagens individualistas, de domínio e manipulação de mentes da massa.

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Mentes dominantes, comemoram e brindam, mas, atentos aos seus objetivos, decididos e com foco bem definido.

O que pensamos em fazer diferente? Como meus próprios sonhos e minhas realizações podem contribuir com esse contexto? Teremos um ano novo mais justo e humanitário, se presos em nossos próprios umbigos? Temos todo o direito de uma felicidade sim, a nossa e a de nossa família. Mas, teremos realmente uma felicidade plena, se a sociedade continuar caminhando para esse caos que presenciamos? Não nos iludamos, só teremos paz e felicidade, quando existir dignidade e justiça social. Quando toda a humanidade puder sorrir juntos de forma solidária, humana e fraterna. Enfim, só seremos felizes de forma plena, quando essa felicidade se estender para toda a humanidade.

Desejo a todos um ano realmente novo devido ao empenho de cada um de nós em transformar essa sociedade e essa política retrógrada. Um ano que ao final, comemoremos grandes mudanças e conquistas com mais justiça, paz, dignidade e real felicidade.

Feliz tentativas novas que começam dentro de cada um de nós! #Inovação #AnoNovo2015