Enquanto muitos precisam trabalhar no verão, outros tiram férias e vão passar umas semaninhas pegando uma praia. Um livro debaixo do braço para curar o tédio de ficar sem fazer nada enquanto o sol queima é algo interessante. Até então essa era a relação máxima que os #Livros tinham com a beira-mar.

Foi em Sydney, na Austrália, que se resolveu deixar os livros e a praia um pouco mais íntimos e acabou se criando a primeira biblioteca de praia. O lugar escolhido para contemplar o espaço foi a Coogee Beach, no distrito de Randwick.

O objetivo é tornar os livros mais próximas da população. As opções são as mais diversas, tem livros de ficção, não ficção, revistas, livros infantis.

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São mais de mil exemplares disponíveis para quem quiser pegar. A biblioteca é livre, ou seja, sem um controle dos livros que entram e os que saem, o sistema é baseado na confiança.

O prefeito de Randwick, Ted Seng, disse que essa é a quarta biblioteca não oficial do distrito e completa dizendo que "países europeus têm testado alternativas similares, mas nós não tivemos conhecimento de nenhuma outra livraria de praia nessa escala e com essa capacidade na Austrália". Seng completa dizendo "se a Biblioteca de Coogee Beach for capaz de encorajar ao menos uma criança a pegar um livro e descobrir o prazer da leitura , então esse projeto vai valer a pena".

Alguns outros projetos semelhantes já haviam sido testados, como em 2010, em Bondi Beach, praia que fica também em Sydney, que teve uma enorme estante de livros instalada por apenas um dia.

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A Biblioteca de Coogee Beach fica aberta durante o período de patrulha dos salva-vidas, das 7 horas da manhã às 7 horas da noite e ficará em funcionamento até o fim do mês de fevereiro de 2015.

Não seria uma má ideia se nossos governantes pensassem na possibilidade de construir uma biblioteca de praia por aqui. Uma pena que isso talvez seja pedir demais. Então, se pudessem ao menos melhorar nossas bibliotecas públicas, que muitas vezes tem o descaso dos responsáveis, já seria algo louvável. Muitas vezes até mesmo as bibliotecas universitárias, que deviam ter um bom catálogo, têm o mínimo para os estudantes sobreviverem. No fim do ano de 2013, por exemplo, uma das bibliotecas da UFRGS sofreu com o vazamento que ocorreu no prédio onde ela era localizada. Muitos livros foram prejudicados, ficaram com mofo. Alguns livros puderam ser substituídos, mas há outros que eram raros e não existem mais no mercado. Os livros foram colocados em containers refrigerados para evitar danos maiores. A situação, mesmo depois de um ano, ainda não foi normalizada. Alguns livros ainda estão isolados, fazendo com que os estudantes não tenham acesso a alguns conteúdos. #Literatura