As pessoas do século XXI têm uma nova doença, a chamada doença do século, a depressão. São pessoas cheias de problemas interiores, deprimidas e estressadas que ainda não sabem como lidar com o ritmo frenético e dinâmico fundamentado pela era atual. Quem tem filhos tem que cumprir jornadas múltiplas e exaustivas. Não existem mais mulheres com carga excessiva, todos agora têm carga excessiva, seja homens ou mulheres. As pessoas precisam estudar mais, trabalhar mais, comprar mais, se proteger mais, e isso exige esforço maior, mais tempo fora, menos tempo em casa, gerando famílias cansadas com ofícios múltiplos e desagastantes.

A alternativa oferecida são os antidepressivos, que não são suficientes sem a ajuda de outras pessoas, religiões ou mesmo entidades dispostas a "salvar" quem está a ponto final de suicídio.

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Nunca houve tantas mortes suicidas desencadeadas pelo fator da depressão.

Mas, então, o que fazer? Como ajudar essas pessoas? Se não existe cura para depressão, a família é o próximo passo. Ninguém tem tempo pra ajudar ninguém, as pessoas pararam de se importar com a dor do outro porque agora elas têm a própria dor. São curas intermináveis de uma sociedade movida por consumismo, em que pouco é feito para frear essa doença silenciosa que só aparece quando já está avançada.

Remédios vendidos significam empresas enriquecendo de modo compulsivo. O mercado de antidepressivos virou um negócio lucrativo, com dependentes se tornando cada vez mais dependentes e empresas visando cada vez mais o lucro e prolongando uma cura que não chega nunca.

Nenhum laboratório faz pesquisas a âmbitos internacionais, colocando a depressão como uma doença que não é tão importante, mas que a cada dia cria mais suicidas no Brasil e no mundo.

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E com um agravante: essas pessoas podem se tornar homicidas ao matar algum membro da família com medo de se tornar uma referência decepcionante, se matando em seguida, não deixando rastros ou sequer dando chance de reverter esse quadro extremamente doloroso e problemático. #Opinião