Por muitas décadas, Havana foi simplesmente um sonho turístico para muitos americanos. Para quem viajava saindo dos Estados Unidos, não era fácil poder visitar a ilha apesar da proximidade geográfica. O turista americano tinha que justificar a viajem a uma agência do governo, solicitar licenças ou eludir a lei voando para outro país que permitia viagens a Cuba.

Mas isso é já história, pois EUA adotaram hoje, 16 de janeiro, as novas regras para o comércio e as viagens a Cuba, removendo a maioria das restrições atuais como prometido no final de 2014 por Obama. As regras darão início a uma nova era de contato entre vizinhos que ficaram afastados por mais tempo do que a vida da maioria de seus cidadãos.

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Os norte-americanos poderão ir para Cuba sem uma autorização especial e poderão usar o cartão de crédito para comprar lembranças até 400 dólares. As novas regras não valem apenas para viajar, mas para enviar dinheiro também. Será mais fácil também para provedores de telecomunicações norte-americanos, instituições financeiras e empresas agrícolas fazerem negócios em Cuba. Os visitantes serão autorizados a gastar mais, usar cartões de crédito e até mesmo levar para casa até US $ 100 em charutos cubanos.

A companhia aérea United Airlines anunciou na quinta-feira que planejava buscar a aprovação para iniciar o serviço regular para Cuba a partir de Newark e Houston. Os representantes da American Airlines, companhia que já operava voos charter para Cuba a partir de Miami e Tampa, na Florida, afirmaram que viram as mudanças de regras positivamente.

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Mas isso não quer dizer que tudo vai ser possível rapidamente. O embargo imposto pelo presidente Dwight D. Eisenhower, em 1960, depois de Fidel Castro subir ao poder permanece em vigor e maior parte do comércio ainda é ilegal. Os viajantes deverão certificar de que suas visitas são para fins educacionais, religiosos, culturais, jornalísticos, humanitários ou familiares, entre outras categorias permitidas.

Alguns analistas alertaram quem fica esperando mudanças drásticas: os visitantes ainda vão precisar de vistos por parte do governo cubano e os poucos hotéis e restaurantes da ilha provavelmente não serão capazes de acomodar todos os turistas. #Turismo