Apesar das petições da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula para com o presidente da Indonésia Joko Widodo, o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira 53 anos, preso há 11 anos naquele país pelo crime de tráfico de drogas, foi executado na madrugada deste sábado dia 17 de janeiro. Isso o torna o primeiro brasileiro a ser executado por crimes no exterior, após mais de 150 anos da última execução de um brasileiro. O caso mais famoso foi a de Manuel da Mota Coqueiro, conhecido como a Fera de Macabu que foi enforcado em 1855. Foi a última vez que a pena de morte foi usada em no Brasil.

O presidente indonésio ressaltou que todos os trâmites jurídicos foram seguidos conforme a lei do país.

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A punição da Indonésia contra o tráfico de drogas e substância ilícita é a pena de morte, que não era realizada desde 2008. A reversão de uma pena de morte só pode ser feita se o presidente do país aceitar o pedido de clemência que foi feito pela primeira vez ainda no governo Lula, em 2005.

Apesar de toda a petição, o brasileiro foi executado por um pelotão de fuzilamento na madrugada deste sábado, dia 17 de janeiro, junto com mais cinco prisioneiros internacionais que também foram condenados por tráfico de drogas. Após a execução o corpo de Archer foi cremado e suas cinzas entregues a uma tia que trará para o Brasil.

De acordo com a organização não governamental (ONG) Human Rights Watch, a execução dos prisioneiros gerou uma polêmica mundial sobre a necessidade da pena de morte para este tipo de crime.

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A execução de um condenado, em minha #Opinião, não faz com que melhorem as coisas para um país. O governo deve buscar outros meios para o combate ao tráfico, pois a execução e morte destas pessoas não fará com que o acabe com este tipo de crime, mas pode aumentar ainda mais.

Muitos dos traficantes não serão conhecidos pela justiça. Creio eu que a pena mais adequada para um infrator seria a prisão perpetua e trabalhos dentro da prisão, para que possa com isso pagar o tempo que ficaria encarcerado. Em caso de presos no exterior, seria mais interessante a negociação e o envio de volta para o país de origem e que os dois governos entrem em um acordo para que fosse vista uma pena para o condenado. Precisamos lutar contra o tráfico e também lutar pela paz mundial. A pena de morte nunca será a maneira mais adequada e correta de se resolver os problemas sociais.