A palavra Islã quer dizer paz e submissão. Numa tradução mais ampla, significa alcançar paz através da submissão à vontade de Deus. Muito tem se perguntado no mundo atualmente sobre a vontade do Islã e seus atos de terror “em nome da fé” e da intolerância.

Desta vez, ao que parece, o ataque ao jornal de sátiras francês Charlie Hebdo, na última quarta-feira (07), foi um ato terrorista com gosto de vingança. O resultado foram 12 mortos, sendo oito profissionais do jornal, (o diretor e quatro cartunistas), dois policiais, um funcionário da recepção e um convidado.

De acordo com a polícia francesa, três homens invadiram a redação e abriram fogo. Os atiradores chegaram à sede do jornal no momento da reunião de pauta, quando são decididos os assuntos a serem abordados no dia. Os terroristas sabiam que encontrariam os jornalistas reunidos em um só lugar, tornando-se alvo mais fácil.

"Charlie" tem histórico de provocações ao fundamentalismo islâmico

Os jornalistas do semanário francês nunca pouparam ninguém de suas críticas, que miravam desde políticos à lideranças religiosas. Mas o que fez suas publicações “bombarem” nas bancas foram exatamente as charges com críticas ao profeta Maomé, o que despertou a ira dos fundamentalistas.

Em 2011, o periódico francês foi alvo de terrorismo pela primeira vez.

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No dia em que o jornal estampou Maomé na capa, houve um ataque de bombas que destruiu a redação.

O último ato contra a liberdade de expressão que assolou o Charlie Hebdo esta semana culminou na primeira tragédia do jornalismo internacional de 2015. E ele deve trazer necessárias reflexões sobre os níveis alarmantes de intolerância a que a humanidade vem alcançando.

É verdade que muitos muçulmanos não são favoráveis à estas práticas e não concordam com o terrorismo e, menos ainda, com o cerceamento da liberdade de imprensa. Mas o fato de que quase a metade dos atentados terroristas em todo o mundo são de origem muçulmana deixa um questionamento inevitável: há alguma ligação direta entre o terrorismo e o islã?