As estudantes que foram detidas no culto evangélico ministrado pelo Pastor Marcos Feliciano após trocarem beijo gay, entraram na justiça com o pedido de indenização de 2 milhões .

Elas alegam que se sentiram ofendidas porque foram retiradas pela polícia, algemadas e jogadas no camburão da polícia como se tivessem praticado um crime, enquanto havia casais héteros que também se beijaram e o Pastor nada disse.

O pastor ficou, segundo elas, muito exaltado quando viu a cena do beijo entre as duas garotas . "Essas duas precisam sair daqui algemadas" dizia irritado, sendo aplaudido pelos fiéis.

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Isso tudo aconteceu durante um culto que estava sendo ministrado pelo Pastor Marcos Feliciano em São Sebastião, litoral de São Paulo. Joana Palhares e Yunka Mihura foram algemadas e levadas ao 1º Distrito de São Sebastião. O caso ocorreu em setembro de 2013 e segunda elas o beijo foi uma forma de protesto contra a homofobia.

Essa questão da homofobia é bastante complexa - há uma linha muito tênue entre o certo e errado, o que a sociedade aceita ou não, porém ninguém pode impor seus credos ou opções sexuais, as coisas devem ser aceitas naturalmente, mas entende-se que o direito de cada um termina onde começa o do outro. Está no artigo 208 do CP: Escarnecer de alguém publicamente por motivo de crença ou função religiosa, impedir ou perturbar cerimônia ou prática religiosa, vilipêndiar publicamente ato ou objeto de culto religioso.

Pena: Detenção de 1 mês a 1 ano, ou multa.

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As estudantes alegam que pediram indenização porque a exposição do caso nas redes sociais prejudicou muito suas vidas, afetando até seus relacionamentos familiares e isso será um bom exemplo para que outros casos não voltem a acontecer.

O Pastor Marcos Feliciano disse estar tranquilo quanto a este caso e que tem provas que elas estavam tumultuando o culto: "Elas estavam seminuas e montadas nas costas de dois rapazes, foi ridículo". A assessoria do Deputado informou que até esse momento ele não foi notificado sobre o processo. #Religião