Cada vez mais, com o advento da Internet, os livros foram deixados de lado, bem como o incentivo à leitura e à escrita e a carreira de magistério ficando alijada nas ofertas de emprego. É constante, de acordo com as análises e pesquisas realizadas, a fragilidade dos jovens e adolescentes com relação ao domínio de uma boa escrita e o hábito da leitura. A prova disso, são os resultados da prova de redação no último ENEM - Exame Nacional de Ensino Médio, no qual mais de quinhentos mil candidatos deixaram de produzir o texto ou entregaram a prova em branco.

Uma situação totalmente preocupante para o Brasil, que já tem um histórico negativo em termos de boas colocações no ranking mundial e não consegue avançar com bons resultados considerados anualmente pelo Pisa.

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O que há de errado no sistema de #Educação do Brasil?

Há de se considerar uma série de fatores, tanto estruturais e conjunturais. O universo das salas de aulas há muito deixou de ser um céu de estrelas brilhantes e estimulantes para voos maiores no universo ensino/aprendizagem. As falhas no sistema são grandes, assim como o despreparo dos profissionais que ingressam na carreira, com uma minoria de excelentes profissionais que desejam fazer um bom trabalho, mas não conseguem e acabam por ficar desestimulados e vão, conforme diz o ditado popular, "empurrando com a barriga", ou então migram para outras profissões.

Nesse contexto, também pode-se avaliar um dos fatores desencadeantes da tônica da relação entre desvalorização profissional e descaso dos governantes para com a Educação no país, ou seja, a falta de uma politica salarial justa a ser paga à categoria, para que não houvesse, por exemplo, a dobradinha da função em que boa parte é submetida para ter ganhos que lhes possibilite uma vida digna.

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A qualidade do ensino acaba sendo afetada pela sobrecarga e estresse em que vivem os professores ao terem que correr de uma escola para outra no dia a dia para sobreviver com ganhos para sua sobrevivência e de sua família. E ainda há de se levar em conta o fator vulnerável em áreas de riscos pelo aumento da violência em que muitas escolas em comunidades estão expostas.

"Um país se faz com homens leitores". Mas, no Brasil, a interpretação desta frase ainda não foi absorvida totalmente pelos governantes e tampouco pelos gestores da Educação. Alguns municípios sequer investem em bibliotecas e acervos para incentivos dos seus munícipes, que dirá na base de formação dos seus docentes. Daí os resultados serem pífios tanto no nível sociocultural, bem como no IDH - Índice de Desenvolvimento Humano.

Quando se pensa numa Educação em que o tripé do desenvolvimento se inicia com a leitura, profissional preparado e governos comprometidos que invistam na base essencial  (e não somente nos discursos em palanques de 4 em 4 anos), a realidade poderia ser desmistificada pelo real desenvolvimento de cada cidadão e contribuinte no país e, assim, evitaria não só o vexame no ENEM, bem como os índices estatísticos que demonstram uma triste realidade de atrasos e baixo IDH.

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#Opinião