Um filme que marcou época pela sua dramaticidade e que levou milhões aos cinemas de todo o mundo foi 'O expresso da Meia-Noite' (1978 - Alan Parker). Conta a história de um jovem estudante dos EUA, que ao visitar a Turquia, comete a insanidade de deixar o país carregando debaixo da roupa pacotes de haxixe. É preso ao tentar desembarcar no aeroporto e começa o drama: quando está prestes a ser libertado, é julgado novamente e condenado pela acusação não de porte, mas de tráfico de drogas. O prisioneiro é levado para a prisão, onde sofre horrores. É torturado e vive terrores na prisão, e é condenado, para que servisse de exemplo para o mundo, ficando claro a intolerância do país a esse tipo de crime.

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Marcou época pela sua veracidade e pelo choque que causou nos espectadores, pois as sensações que o filme desperta são fortes.

O prisioneiro é condenado a trinta anos de prisão. Seu sonho é ter de volta a liberdade e ele consegue escapar depois de muito sofrimento, angústia, flagelos e espancamentos. Filme baseado em uma história verídica, foi o primeiro a tratar com clareza sobre a questão da droga e dar um alerta para os jovens. Enfatiza que o prisioneiro estrangeiro nesses casos, é tido como vítima e não como um condenado, o que merece uma reflexão.

Da ficção e do drama para a realidade, estamos presenciando o caso do brasileiro Marcos Archer (53), que foi executado no sábado (17) por volta das 15h45. Na Indonésia é diferente, o país tem a lei anti-drogas mais rígida do mundo e pune a todos que forem flagrados com drogas. Aqueles com grandes quantidades vão para o corredor da morte, que foi o caso de Archer, preso desde 2003 portando cerca de 13,4 quilos de cocaína. Ele tentou desembarcar no aeroporto de Jacarta com a droga escondida em uma asa delta, dividida em 7 bagagens. Ele disse que recebeu US$10 mil para levar a cocaína de Lima, no Peru, até Jacarta, e agora será fuzilado por 12 soldados. O presidente Widodo foi irredutível,  pois quando assumiu o cargo em dezembro de 2014, avisou que não haveria mudanças na legislação e os que estivessem no corredor da morte não seriam perdoados. Mesmo depois dos apelos da presidenta Dilma Roussef, ele foi inflexível e manteve a ordem de pena de morte. Jamais voltaria atrás em uma lei que é rígida e imperativa no país. #Opinião

Assim fica o alerta para os brasileiros e para todo o mundo, pois sabendo como é a legislação do país, se arrisca daqui pra frente quem quiser, mas conscientes de que ao entrar no mundo das drogas só encontram um fim: a morte. Será que vale a pena o dinheiro ilícito dito como fácil? No final, essa facilidade acaba tirando a vida e a liberdade dos que se enveredam por esse caminho.