Bem-vindos ao novo ano de 2015 e ao rol de pessoas que, de-fi-ni-ti-va-men-te, não ficaram ricas, muito menos bilionárias, com a Mega da Virada. Deixo aqui meu lamento, pois também faço parte dessa esmagadora maioria.

Além dessa consciência de mim mesmo, sei também que já começou a ser preparada a famosa lista das pessoas mais ricas do mundo, na qual é muito improvável que novos brasileiros entrem. O que é ainda mais assustador: os poucos que lá estão podem desaparecer.

Bilionários são seres com patrimônio superior a US$ 1 bilhão. 65 tupiniquins já estiveram entre esses nomes. Hoje, nossa participação se reduziu a 52 pessoas em meio a uma constelação de mais de 200 milhões de brasileiros.

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Os bilionários, nacionais e internacionais, assistem ao mercado interno, qualificando esse momento como perigoso. Por conta de uma moeda frágil, as fortunas se veem ameaçadas e a nossa economia não dá sinais de uma análise positiva.

Enquanto isso, o salário mínimo se apresenta na lista das "drásticas" mudanças para o trabalhador brasileiro. O decreto presidencial de reajuste com um aumento de 8,8% - Vejam! 8,8%! - publicado no Diário Oficial da União atualiza o justo salário para R$ 788,00. Desde o dia 1º vigora esse valor. Demos boas-vindas também a ele. Antes dessa alteração, a lei dava garantia mínima de R$ 724,00 ao cidadão. Isso significa que para cada dia trabalhado fazemos jus a R$ 26,27, e cada hora nos rende R$ 3,58... brutos...

Será que isso tudo deixa algumas pessoas desejosas por uma desenfreada busca da riqueza?

O governo quer atingir seus objetivos e para isso não medirá esforços.

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Muito foi divulgado na mídia em geral que estamos em uma nova fase de desenvolvimento. É momento de recuperar o crescimento da economia, elevar gradualmente o resultado primário e buscar por reduzir a inflação. Serão necessários alguns ajustes na política econômica, decerto. Todos imprescindíveis à recuperação e ao crescimento do país nos próximos quatro anos. As modificações no acesso ao seguro-desemprego, ao seguro-defeso, às pensões por morte e ao auxílio-doença significarão uma economia aos cofres públicos de R$ 18 bilhões! Viva! Provavelmente assim seja possível aumentar alguns nomes para a lista de mais ricos do mundo em 2016, com patrimônios superiores a 1 bilhão de dólares por conta de todo esses ajustes na nossa economia.

E ainda não falamos das bandeiras! Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo. Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 1,50 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos.

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Bandeira vermelha: condições mais custosas de geração. A tarifa sobre acréscimo de R$ 3,00 para cada 100 kWh consumidos. E vem a bandeirada para ver quem chega primeiro ao ranking do próximo ano!

Realmente, parece que vivemos em um país das maravilhas, onde tudo se pode, e nada questionamos. E mais: criam-se condições perfeitas para o nascimento de novos e divertidos chapeleiros, mensaleiros e tantos outros malucos. #Trabalho