O novo ministro da #Educação, Cid Gomes, ex-governador do Ceará, anunciou nessa sexta-feira (02) que fará uma reforma na estrutura curricular do Ensino Médio. Como partes dessa reforma busca a ampliação do ensino integral, a entrada de crianças de até cinco anos na pré-escola e um maior número de atendimento a crianças com até três anos de idade em creches. E todo o ensino será adequado para a realidade regional de cada estado e município brasileiro. O ministro anunciou também a busca por melhores condições e a valorização do profissional docente.

Quando preparada a proposta curricular de dois mil e quatorze, essa buscava a interdisciplinaridade entre as áreas de conhecimento, na qual se relacionavam cultura e saberes científicos nas quatro áreas educacionais: linguagem, matemática, ciências da natureza e ciências humanas.

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E todos sempre buscando a compreensão e a criticidade dos alunos.

O grande problema é que na teoria é tudo muito lindo e empolgante, porém, na prática é um verdadeiro desastre, a educação brasileira passa por uma grande crise e a maioria dos governantes estão com os olhos fechados para essa situação.

De acordo com doutora em Educação Nukácia Araújo e com o professor da Faculdade de Educação (Faced/UFC) Idevaldo Bodião, a crise vem desde a educação fragmentada do ensino fundamental, conteúdos não são contextualizados com o cotidiano dos alunos e o ensino médio acaba ficando tedioso. O aluno passa de série com deficiências e com carências, pois utilmente as escolas públicas estão sendo avaliadas pela quantidade de acertos e não pela qualidade de ensino.

Então, o que nos interessa não é a criação de novos currículos, mas sim quando sua verdadeira essência vai ser colocada em prática.

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Será mesmo uma luta em prol de benefícios para professores e alunos? Bem, a resposta ainda não sabemos, e por hora o que nos resta é esperar que o ministro Cid Gomes, que integra uma família de professores muito conhecido em sua terra natal, Ceará, lute pelos direitos educacionais dos alunos que é aprender com qualidade, e pelos direitos dos profissionais de educação, acima de tudo, condições justas de salário.