Estivemos durante os últimos dias diante de grandes acontecimentos que comoveram o mundo, desde os atentados terroristas ao jornal francês Chalie Hebdo, que se desdobraram em outros atentados não só na França, mas também em outros países do oriente, até ao mais recente caso de pena de morte envolvendo um brasileiro preso na Indonésia, o Marco Archer. Este artigo vem tratar especialmente deste último que, como no caso dos atentados ao jornal francês, sua ocorrência dividiu opiniões da sociedade mundial.

Enquanto muitos ovacionaram veemente a decisão do governo Indonésio de negar o pedido de clemência por parte das autoridades políticas brasileiras, por outro lado, muitos sentiram-se golpeados com tal gesto, principalmente o governo do Brasil que já adiantou possível desconforto na relação Brasil-Indonésia após o desentendimento.

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Bem, queremos chamar atenção para seguinte: estamos numa era que se tornou possível ver com mais clareza as opiniões individuais e assim estabelecer um panorama, ainda que de maneira superficial, do comportamento social. De acordo com os comentários lidos nas mídias ou redes sociais notamos uma crescente onda de egoismo e ódio nas pessoas. Nos corações humanos, pelo menos, e aqui levando em consideração a maioria dos comentários lidos nessas mídias, não há mais espaço algum para a reflexão sobre o problema que o outro enfrenta. As pessoas de encurralaram dentro de seu próprio mundo e, talvez pela falta de diálogo pessoal (diálogo esse que vejo cada vez mais substituido pelo virtual), destinam ao próximo as mais nefastas sentenças como se esses destinatário fossem santos. Não queremos defender, ou livrar a pele daqueles que cometem erros, mas o que propomos é uma reflexão sobre nossa própria condição de humanos, passíveis de erros os quais nem nós mesmos sabemos ser capazes.

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A atitude da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, foi por muitos achincalhada e com a justificativa de que quem defende bandido bandido o é. Não, não devemos defender bandidos, eles devem pagar pelos seus erros. Mas devemos compreendê-los e fazê-los refletir sobre suas próprias atitudes que só lhes geram desgraças. A condenação deve vir na medida do erro. Matá-los é retirar-lhes qualquer chance de mudança, é sentir-se acima de qualquer problemas, é, por fim, igualar-se ou superar-lhes em termos de bandidos. #Opinião