Liberdade de expressão faz parte dos direitos humanos e todas as constituições democráticas a defendem. O direito de falar, gritar ao mundo sua #Opinião não deve ser motivo de censura, porém é possível ser penalizado por seu mau uso. A comunicação social é uma aliada da liberdade de expressão, não tendo o controle total por parte do Estado.

Molestar a fé alheia fazendo charges satirizando uma figura religiosa, como os chargistas do jornal Charlie Hebdo criavam, usando a liberdade de expressão como defesa de seus trabalhos é um ato irresponsável. Católicos sentiriam-se molestados com caricaturas irônicas de Nossa Senhora.

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Judeus não aceitariam ofensas a Davi. Espíritas não desejariam ver a figura de Allan Kardec sendo ridicularizada. Ninguém aceita insultos contra suas crenças e princípios.

É direito de todos dar sua opinião contra ou a favor sobre assuntos que lhes interessa, porém foge de ser direito de expressão a difamação, a injúria, a calúnia, a sátira altamente pejorativa contra valores defendidos por outros indivíduos. Dessa forma, é possível afirmar que a liberdade é um termo utópico, já que é questionável o direito de expressar qualquer opinião que lhe venha a mente, independente de ser ofensivo ou inofensivo.

Todos terroristas devem ser punidos. Todo aquele que faz algum mal ao seu próximo deve ter sua sentença. Todo indivíduo que não cumpre as leis deve ser condenado. Mas piadas com a fé alheia também devem ser evitadas.

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Propagar o preconceito e a estigmatização de que todos os muçulmanos são terroristas é colocar em cheque o direito de escolha de #Religião, pois que não são apenas os valores ocidentais que devem reger o mundo. Cada civilização deve respeitar princípios divergentes dos seus e aceitar os imigrantes, deixando de lado a xenofobia.

A Declaração Universal dos Direitos dos Homens é um ideal comum de todos os povos. "Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação. Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autônomo ou sujeito a alguma limitação de soberania."