Foi somente no século XVIII, na Europa, que a literatura infantil passou a fazer parte do cotidiano da sociedade. Isso ocorreu, principalmente, em virtude das transformações sociais impostas pela Revolução Industrial que alterou todas as formas de vida até então praticadas. É nesse período que a criança começa a ser reconhecida como tal, rompendo com a arcaica ideia de que se tratava de um adulto em miniatura.

Assim, foram escritas as primeiras obras literárias para o público infantil, de acordo com o seu próprio universo, permitindo aos pequeninos experimentar grandes aventuras, com especial significado à imaginação, tão importante para a resolução de situações adversas e apropriação de competências.

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Os #Livros infantis contam histórias que alegram a vida das crianças e estimulam o pensamento cognitivo.

No Brasil, as primeiras publicações datam do começo do século XIX, mas a efetiva distribuição das primeiras obras literárias, de forma mais sistemática, somente acontece no final desse século. No século XX, no entanto, muitas transformações são introduzidas no mercado do livro infantil brasileiro. Isso permitiu um grande avanço na comercialização e distribuição dos exemplares, chegando às mãos dos pequenos leitores com mais rapidez.

Formando leitores e cidadãos críticos

O livro, na fase infantil, é visto por especialistas em educação como um diferencial para o crescimento saudável da criança, pois esse estimula a criatividade e proporciona uma maior liberdade, para formação de um senso crítico, que estará presente por toda a vida.

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Nesse caso, também, passa a ser um inconfundível instrumento de estímulo para pensar, investigar, ser feliz, se relacionar com seus pares, criar estórias imaginárias próprias, administrar as ausências, superar os desafios e as crises, entre outros.

Contudo, apesar de tudo isso, a distribuição que se faz dos livros infantis no Brasil, que estão acessíveis à compra em milhares de prateleiras de livrarias e nos expositores das lojas de departamento por todo o país, como também na Web em forma e-books, ainda é pequena, pois as próprias empresas preferem publicar outros tipos de leituras para adultos, ao invés de investir no segmento infantil.

Entretanto, é evidente que as crianças precisam de livros, para que possam se aventurar por histórias que agucem os seus instintos e suas emoções, tornando-as livres para refletir e criticar as coisas que as rodeiam. E, assim, mergulhando em rara beleza, tenham oportunidade para brincar e reinventar outras histórias, numa correta leitura do mundo em que vivem.

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Finalmente, é certo que muitas gerações de crianças têm crescido lendo os livros infantis, que podem ser escritos em forma de fábulas, poesias, parlendas, contos de fadas e outras fantasias. Esses livros, de valor inestimável, são fundamentais para a transformação de cidadãos em leitores, pois agrega à sua formação o hábito da leitura, desenvolve a criticidade e a sensibilidade, tão essenciais à aprendizagem e ao conhecimento. #Opinião