Parece uma história saída de algum filme hollywoodiano sobre #Terrorismo, mas este fato é real e está acontecendo em Peshawar, no Paquistão, onde no dia 16 de dezembro, militantes armados mataram à queima-roupa 150 inocentes - sendo 132 deles, crianças, em uma escola da província.

Após o massacre, a solução encontrada pelo governo local foi a de munir os professores com armas de fogo. Ou melhor, oferecer treinamento para os professores e autorizar que eles carreguem consigo armas para as salas de aula.

"Carregar uma arma de fogo não é obrigatório para os professores, mas aqueles que realmente quiserem, receberão autorização e treinamento adequado", diz Atif Khan, ministro da educação de Khyber Pakhtunkhwa..

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Outro nome de peso, o ministro Mushtaq Ghani, também confirmou a decisão, alegando que a província não teria condições de prover policiamento para todas as instituições educacionais. "O número de policiais na província não é suficiente para proteger as 35.000 instituições educacionais como escolas, colégios e universidades. Por esta razão, nós decidimos autorizar os professores a carregarem armas para dentro das salas de aula", disse Ghani.

As autoridades começaram o treinamento para os professores na última semana. O curso terá duração de dois dias e os professores serão treinados em como segurar e manejar uma arma, além de usá-la de forma eficaz.

O Paquistão tem feito o que pode para garantir a segurança de seus estudantes por todo o país, construindo muros mais altos com grilhões de aço, além de aumentar o número de policiais nas localidades.

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Porém, não pensem que esta medida agradou a todos. Malik Khalid Khan, presidente da associação de professores de escolas particulares, se opôs ao movimento, dizendo: "Como é possível ensinar aos estudantes em uma sala de aula tendo uma arma em uma das mãos e uma caneta na outra? Este não é o nosso trabalho. Nosso trabalho é ensiná-los os livros. Um professor com uma arma nas mãos trará uma imagem muito negativa aos alunos", desabafou Khan.

Com a crescente onda de violência nas escolas brasileiras, temo que esta tática de armamento de professores caia nas graças do atual governo e comece a ser implementada em nossas salas de aula.