O uso da língua portuguesa requer sempre muita atenção, pois uma vírgula fora do lugar ou a falta dela, ou ainda uma palavra mal posicionada pode gerar um grande mal-entendido.

Foi o que aconteceu na cidade de Guarabira, na Paraíba. Um professor ao ler um cartaz de uma promoção de celulares e chips, achou que a oferta era imperdível, registrou a oferta, fotografando-a, e decidiu que após o trabalho faria a compra.

Veja o conteúdo do cartaz:

"Oferta Imperdível! Chip "Operadora" R$ 1,00 com aparelho!"

Ora, a oferta era realmente irrecusável. Com R$ 4,00 em mãos, o professor, que se chama Aurélio Damião, foi até a loja e pediu 4 aparelhos da promoção.

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O atendente então explicou que o anúncio queria dizer que os chips daquela operadora custariam R$ 1,00 se houvesse a compra de qualquer aparelho, com preço normal, de tabela.

Como isso virou caso de polícia

Como o professor insistiu em comprar o que estava sendo anunciado, houve a tentativa por parte dos funcionários, de persuadi-lo. Aurélio não se deixou intimidar e sabe por quê? Porque ele conhece seus direitos.

O professor acionou a polícia e não saiu da loja até que a mesma chegasse, e como a loja se negava a cumprir o que estava no anúncio, acabaram todos parando na delegacia. Somente lá chegaram a um acordo, quando o professor recebeu um vale compra de R$ 100,00 para adquirir um celular.

Isso acontece frequentemente, quando as lojas colocam no ar ou divulgam em cartazes, jornais ou panfletos, uma informação errada.

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Às vezes, é simplesmente um erro de digitação e outras vezes é por falta de conhecimento ou mau uso da língua portuguesa, que não raro, nos prega armadilhas.

O lado legal da história

O professor Aurélio Damião foi corretíssimo em sua posição, pois estava amparado pela Lei 8078/90, do Código de Defesa do Consumidor. No artigo 35 do Código, está exposto que o consumidor pode exigir que seja cumprido os termos da oferta, até mesmo aceitar outro produto (ou serviço) equivalente e se em algum momento foi ludibriado na negociação, pode exigir a rescisão do contrato e a restituição do valor que pagou pelo bem ou serviço.

Portanto, fique atento e saiba que você tem todo o direito de fazer com que o que você viu anunciado deve ser cumprido pela loja ou pelo prestador de serviço.

E que situações como essa sirvam de lição para quem cria anúncios de qualquer jeito, sem respeitar regras de ortografia e gramática. Porque, sejamos sinceros, alguns doem na alma.

E você, tem visto muito anúncio "estranho" ou propaganda enganosa por aí? #Comunicação