Depois da rebelião que deixou um policial e dois detentos mortos no complexo de presídio do Curado localizado na Zona Oeste do Recife, houve muitas providências como a transferência de mais de 29 presos. A iniciativa foi importante para amenizar a superlotação e acalmar os detentos que alegam haver demora nos processos judiciais.

Durante a rebelião que se iniciou em 19 de janeiro também houve muitos feridos. O motivo principal que levou os detentos ao tumulto usando facões e celulares e agredirem policiais, funcionários e até mesmo outros presos foi a alegação de morosidade do juiz Luiz Rocha, da 1ª Vara de Execuções Penais do Recife.

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Os presos transferidos irão para as penitenciárias Professor Barreto Campelo e Agroindustrial São João. Também houve a liberação de oito reeducandos para a liberdade condicional. Segundo autoridades, as falhas encontradas no presídio de Pernambuco são um problema nacional, em que há grande quantidade de detentos em um pequeno espaço. Isso gera a necessidade de construção de novos presídios e também se torna necessário investir cada vez mais na polícia, contratando novos policiais. Além disso, os presos necessitam ter melhor qualidade de vida nos presídios, ou seja, precisam de maior espaço no dia a dia.

Devido a intensidade e caos gerados durante dois dias no presídio de Pernambuco no Recife, houve as transferências, mas as medidas para sanar as revoltas não pararam por aí, pois também houve a admissão de 20 novos advogados.

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Esses profissionais irão atender ao apelo dos detentos e irão acelerar os processos judiciais.

Além disso, também houve o aumento de seis magistrados que trabalharão na 1ª Vara de Execuções Penais. A previsão é de que em 6 meses eles acelerarão cerca de 17 mil processos, sendo que haverá prioridade nos casos dos detentos do presídio do Curado em Recife.

Entretanto, o pedido dos presos de demitir o juiz Luiz Rocha não foi realizado, pois o juiz não tem culpa e inocente das acusações de morosidade. O juiz terá o auxilio dos 6 magistrados contratados nesta semana. #Justiça