Mera observação e análise de uma sociedade. Uma pequena parte de um mundo de 7 bilhões de pessoas: tantas crenças, tantos paradigmas, tantos dogmas, tantas (in)certezas e um vai e vem inconclusivo de opiniões extremamente divergentes, muitas vezes - e o mais surpreendente, que acabam por ser a mesmíssima #Opinião - sobre o mesmo assunto, na aparência de visões diferentes. O ser humano se desenvolve em círculos. É um adolescente solitário, gritando em praça pública, ao nada. Terrorismo? Um verdadeiro horror! Mas, dependendo da situação, pode ser tolerado, e até mesmo, pior - justificado.

Crimes cometidos para vingar crimes? Somos todos, civilização em busca da paz mundial, totalmente contra, claro.

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Porém, se tal crime tiver algum dia e de alguma forma atingido nosso pequeno cosmos, ou de alguém a quem estimamos, podemos reconsiderar nossa posição, e até mesmo, sair em busca de algumas pedras, bastante potentes e pesadas, para atirarmos na figura criminosa em questão. Figura essa que, falando do cidadão médio, seria defendida até as últimas consequências, caso se tratasse de um "dos nossos".

É essa imensa disparidade humana, tão dada aos extremos, que movimenta lentamente, ou de forma brusca, rápida, mesmo inesperada, a nossa gigantesca roda de influências, de opiniões, de (de)formações que poderão muito possivelmente se propagar e, uma vez arraigados, os tais costumes culturais dificilmente serão modificados. Razão por razão, todo mundo acha que tem, e é aí que o conflito não só começa, mas se consolida e transforma-se numa realidade imutável.

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Reflito sempre e bastante a respeito disso, dessas guerras santas, das culpas e dos culpados, dos políticos, eternamente corruptos, incompetentes e desonestos (eleitos via voto direto, diga-se de passagem), sobre as discussões nas redes sociais acerca de temas tão polêmicos quanto sérios e de difícil compreensão, mas que produzem ofensas, gritos de guerra aos "oponentes", defesas e acusações apaixonadas, feitas assim, como se estivéssemos discutindo sobre a cor com que a parede de nossas salas deve ser pintada. Mas não! Estão sendo discutidas questões profundas, milenares, que envolvem vários aspectos e um certo conhecimento social, cultural, jurídico e religioso para que, na maioria das vezes, chegue-se a um quase consenso, que pode ser transformado a qualquer momento.

O fenômeno das certezas nas redes sociais, a manipulação das massas, a omissão de tantos outros, a incerteza e desconhecimento, na qual tantas mentes se perdem, e se encontram. Vejo com preocupação os rumos que as (des)informações/opiniões estão tomando. Penso nas crianças, principalmente desses países, tão confusos quanto suas origens e histórias, penso que, talvez, se continuarmos assim, não haverá futuro. Cenário apocalíptico. Falta de Educação e Cultura. Desalento e descaminhos. Qual será o "caminho"? #Mídia