Desde a crise no abastecimento de água em São Paulo, que vem crescendo dia após dia e alcançando níveis alarmantes, prejudicando milhares de pessoas apesar das fortes chuvas - que não aumentam em nada os níveis dos reservatórios que abastecem o estado - a preocupação com o consumo de água aumentou. E agora o Rio de Janeiro passou a entrar na lista do infortúnio, a dos "futuros sem água".

Anos e anos de torneiras abertas, calçadas "varridas" com a borracha d'água, chuveiro aberto ao se ensaboar, o mesmo ao escovar os dentes, desperdício compulsivo. Junte a todo esse cenário o conjunto de mudanças climáticas que vem assolando a Terra, o aquecimento global, as próprias mudanças climáticas normais nos ciclos terrestres e o descaso e agressão causados pelo homem, na busca incessante pelo progresso - progresso este que muitas vezes leva à verdadeiros retrocessos: eis o nosso cenário, quase apocalíptico.

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Claro, segundo as autoridades, no que se trata ao Rio de Janeiro, está tudo sob controle e, se as chuvas e e São Pedro colaborarem (hein?), o volume morto do Paraíba do Sul não será usado, em princípio, até meados de 2015.

Jorge Briard, presidente da CEDAE, afirma que, embora durante os meses de setembro a dezembro o nível de chuva tenha sido quase nulo, não há motivo para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro se preocupar. Segundo Briard, a situação da região sudeste como um todo é realmente crítica no tocante ao estoque hídrico. Ele também acrescentou, durante a entrevista, que o nível do Paraíba do Sul está com seu volume útil em torno de 0,4%.

Ok. Não sou especialista, nem nada do ramo, mas parece-me extremamente baixo este número. Para que o Rio de Janeiro não comece a enfrentar racionamentos como vêm acontecendo em São Paulo, é necessário que até maio ou junho chova muito, para que os seus rios encham.

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Preocupação inerente à torcida para que chova: o que será da população se chover "muito e feio"? Estruturas, não temos. É o caos ou estou nervosa à toa?

Desde abril de 2014, a CEDAE vem seguindo regras da ANA (Agência Nacional de Águas) e do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). Objetivo: aproveitar as (poucas) águas do Rio Paraíba do Sul e fazer a transposição para o Rio Guandu, principal provedor da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Por enquanto a CEDAE nega a tarifação, mas é certo que teremos um aumento muito em breve em nossas contas. E "todo" esse preparo, que acontece desde abril de 2014, não resolverá de imediato eventuais problemas. Na minha #Opinião, o racionamento será um fato e é bom que desde já a população tome consciência da escassez da água, de que a água não é algo que pode ser criado, que ficar sem água é ruim em todos os aspectos já vivenciados e imaginados.

Então, por favor, vamos fechar as torneiras, usar o essencial, aprender com o que está acontecendo em nosso vizinho São Paulo e evitar que o desagradável dissabor de querer tomar um banho ou lavar uma roupa e não poder não aconteça conosco.

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Não vamos chover no molhado quanto a esse assunto!