Uma animação baseada no livro de Jean Teulé. The Suicide Shop, escrito em 2007. O #Filme é dirigido por Patrice Leconte, diretor francês que já trabalhou em filmes como Uma Promessa, 2013 e Confidências Muito íntimas, 2003. A Pequena Loja de Suicídios é a estréia de Leconte no ramo das animações.

O título do filme já me provocou aquela sensação de "poxa, como perdi essa ideia". Gostei muito da imagem que uma loja de suicídios fazia em minha cabeça. Acabei apostando fichas demais no filme e perdendo a maioria delas.

A Pequena Loja de Suicídios começa densa, bem como eu esperava. Uma França destruída na tristeza, com alto índices de suicídio.

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O filme logo nos provoca a reflexão do que poderia ser a pior coisa que poderia acontecer a um suicida: falhar no suicídio. Para que isso não ocorra surge a loja da família Tuvache. Uma loja especializada em vender acessórios para suicídio.

Cordas. Venenos. Espadas. Armas com uma bala só.

Se não funcionar devolvemos seu dinheiro.

Uma família depressiva, que gostaria muito de poder se suicidar mas não pode. Há um nome a zelar. A principal loja responsável por ajudar os suicidas da cidade não pode parar. Todos na família precisam estar ali, vendendo os matérias, auxiliando suicidas em potencial. No meio disso tudo, nasce um novo Tuvache, um menino sorridente, a desgraça da família.

O estrago do filme é que ele vai ao bem comum. Não ousa inovar em nenhum momento. Busca sempre o final feliz dos contos de fadas.

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Um final para todos sermos felizes. A pequena Loja de Suicidas fugindo do seu trágico fim. A alegria acaba tomando conta da família, pelo seu novo filho alegre. Porque alegria contamina. A alegria salva qualquer um. E é nisso que o filme fracassa.

Com um título desse o filme merecia dor do início ao fim. Merecia o terror. Merecia ir contra as expectativas óbvias, mas não foi. O filme acaba sendo pior do que fato teria capacidade para ser, pelo simples fato, de poder ter sido muito mais. A caída da montanha-russa se intensifica. Não basta ter sido piegas, tinha que ter uma possível capacidade de ser dos grandes. Daqueles filmes que merecem ser lembrados.

Acabou sendo bem menos que isso. #Cinema