A #Educação é fundamental para a humanidade exercer todos os seus direitos, porque ela capacita o homem a desenvolver bom senso e raciocínio lógico.
A UNESCO é um órgão das Nações Unidas, cuja principal responsabilidade é defender o direito de toda criança, jovem e adulto, a ter educação de qualidade ao longo da vida. Por isso, mantém um programa mundial de auxílio para erradicação do analfabetismo.


Desde 1984, o Brasil recebe uma verba generosa da UNESCO para investir na rede de ensino público, qualificando os professores, modernizando as escolas e capacitando-as para atrair mais crianças à sala de aula.
Em 1994, encerrava-se um ciclo de dez anos que a UNESCO havia determinado para o programa.

A partir daí o programa passou a condicionar os repasses de dinheiro à apresentação de estatísticas que provassem o avanço no sistema de ensino público do país - mais crianças na primeira série, notas adequadas, diminuição nas repetências e na evasão de alunos.

O #Governo FHC não tinha nenhum resultado que mostrasse melhoras em quase nenhum índice educacional - e corria o risco de perder a verba da UNESCO para o Brasil. Numa reunião do presidente com vários membros do governo federal, Mário Covas (governador de SP) propôs a solução para evitar o fim dos recursos internacionais - mas que resultaria numa completa catástrofe educacional: "a Progressão Continuada," ou "aprovação automática". Os índices de aprovação foram às alturas, os de repetência quase zero, as notas tiveram um crescimento extraordinário - o relatório anual do MEC à UNESCO apresentava resultados excepcionais, e o órgão viu neles a justificativa para permanecer com o envio anual de verba ao país.

A aprovação exigia um esforço do aluno para atingir um nível nas provas regulares; agora, os critérios eram subjetivos (insuficiente, regular, bom e muito bom) e eram dados não pelo índice de acertos em exames periódicos, mas numa avaliação mais ampla, que levava em consideração outros dados (participação na aula, interesse, envolvimento, comparecimento, socialização, etc.).
Todo mundo passava - não importava se haviam aprendido ou não. Com o passar dos anos, tanto professores quanto alunos começaram a desenvolver um desencanto que logo tornou-se indiferença pelo ensino.
Surge uma geração de jovens irremediavelmente perdida para a nossa sociedade moderna; milhares de alunos passaram de ano sem saber ler direito ou fazer uma simples conta de dividir. Do ponto de vista político, esse cenário é um ganho: temos agora uma multidão de cidadãos que baseiam suas informações por sistemas manipuláveis (rádio e TV). Uma população sem capacidade suficiente para discernir a realidade da informação apresentada nas circunstâncias.

Lastimável uma jovem de vinte e cinco anos dizer que não conhece a história do Impeachment; ou a garota de vinte anos falar que o dia Internacional da Mulher é a comemoração do dia em que mulheres queimaram seus sutiãs em praça pública. O pior é ouvir de um jovem de dezesseis anos que "NELSON MANDELA é UMA CANTORA AMERICANA".

O estrago foi feito. Não tem retorno.