Pai estava separado da esposa e morava com seu filho na periferia de São Paulo, filho que ele sempre disse que amava acima de qualquer coisa de sua vida, e conforme os vizinhos se relacionavam realmente muito bem, mas a pior droga lícita vendida livremente, o álcool era diariamente consumido sem moderação pelos dois.

Afirmaram algumas testemunhas que o motivo que levou o pai a cometer essa atrocidade foi uma intriga feita pela namorada do jovem, pensando em separar o filho do pai, levando-o assim a parar de beber.

Essa intriga foi de forma pessoal e o pai não gostou. Depois de uma forte discussão, o pai chegou a expulsar o filho de casa, prometendo matá-lo se por acaso voltasse.

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O jovem saiu e se dirigiu a uma igreja evangélica que ele sabia que sua mãe frequentava e relatou para ela o que havia se passado. Assistiram o culto juntos e na saída a mãe pediu que o filho não voltasse para a casa do pai, mas o jovem se recusou a aceitar o pedido da mãe, pois ele achava que o amor que sempre uniu os dois não deixaria que nada de ruim lhe acontecesse, seu pai não seria capaz de matá-lo como havia prometido.

O pai, durante o tempo em que o filho se encontrava na igreja, continuou bebendo e quando ouviu as batidas na porta e a voz do filho lhe chamando se aproximou espumando com uma raiva descomunal. Trazia uma arma na mão e passou a ameaçar o jovem.

Por causa dessa mesma arma, há três dias ele havia sido preso, pois não tinha licença para usá-la e ainda carregava consigo caixas de munição que estavam ilegais em sua posse.

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Foi preso e solto no mesmo dia e o pior, trazendo para casa a arma e munições que o haviam conduzido para a prisão. Ninguém entendeu como e porquê foi solto e ainda sem serem apreendidas arma e munições.

O filho permaneceu parado na porta olhando seu pai alcoolizado, que o ameaçava com a arma carregada em sua mão começando a gritar que de fato iria lhe matar, que ele havia lhe proporcionado a vida e que agora iria tirá-la. Quando o jovem pressentiu a veracidade das palavras e que realmente o pai estava decidido a lhe matar, tentou fugir e correu alguns metros pela rua. Recebeu um tiro na perna e caiu. Viu seu pai cambaleante que dele se aproximava proferindo palavrões desconectados. O filho que estava deitado gritou aos passantes por ajuda e ao pai implorou que não lhe matasse, que de tais intrigas feitas pela namorada ele era inocente. Tarde demais, o pai apontou a arma para o peito do filho e disparou. O jovem recebeu dois tiros no peito e ao se virar com o impacto das balas, recebeu mais dois nas costas.

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Homens que por ali passavam ficaram passivos a presenciar o assassinato e nem mesmo os pedidos de ajuda do jovem os fizeram tomar uma atitude. Talvez por simples covardia não evitaram esse crime horrendo. Quem se aproximasse poderia sim levar uma bala no corpo, mas o pai estava bêbado e tropicando nas própria pernas e se eles se aproximassem cercando-o por todos os lados ele ficaria indeciso e em dúvidas sobre o que fazer e isso daria tempo para desarmá-lo. Infelizmente não aconteceu assim.

E as autoridades que o prenderam com arma e farta munição, esses sim poderiam ter evitado o assassinado se tivessem agido do modo certo, mantê-lo preso ou se pelo menos tivessem apreendido sua arma e munição. #Justiça