A Beija-Flor resgatou a exaltação da cultura e da alma africana e conseguiu seu 13º campeonato no desfile das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Típico tema que já deu vários campeonatos à escola de Nilópolis, o enredo este ano foi: 'Um Griô conta a história: um olhar sobre a África e o despontar da Guiné Equatorial. Caminhemos sobre a trilha de nossa felicidade'. Essa escolha trouxe ainda uma polêmica quanto ao patrocínio recebido pela agremiação.

Um dos pontos altos do desfile da Beija-Flor foi o samba-enredo, embalado pela voz inigualável de Neguinho da Beija-Flor, que completou 40 anos como intérprete da escola.

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Os 3.700 integrantes desfilaram distribuídos por 42 alas, com 8 alegorias.

Amargando apenas o sétimo lugar no ano passado, a Beija-Flor trouxe mais uma vez luxo e tradição, sem grandes inovações ou recursos tecnológicos, apostando na perfeição técnica e na empolgação dos integrantes apaixonados pela escola.

Polêmica

Este ano a Beija-Flor trouxe polêmica para a avenida, graças ao patrocínio recebido de Guiné Equatorial. O país homenageado vive sob uma ditadura há 35 anos. O presidente da Beija-Flor, Farid Abraão, negou que a escola tenha recebido R$ 10 milhões como levantado anteriormente. Ele admitiu que o país 'investiu' na escola, mas não informou quanto teria sido o valor da 'ajuda'.

Polêmica à parte, o desfile manteve os holofotes nas belezas e na cultura de Guiné Equatorial.

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Com um desfile deslumbrante, a Beija Flor trouxe alegorias e fantasias que causaram impacto na Marquês de Sapucaí.

A comissão de frente figurava uma árvore na avenida. As máscaras se faziam escudos e tiveram impacto ao trazer movimentos de expressões faciais. Tudo dirigido por controle remoto. Para retratar a Guiné Equatorial, a Beija-Flor usou pouco o azul e branco, cores oficiais da escola. O predomínio foi o uso do verde das florestas e da Ceiba, conhecida como a 'árvore da vida'.

Encerrando o desfile, a mistura de povos e a formação da nação brasileira numa união Brasil-Guiné Equatorial chamou a atenção. Claudinho e Selmynha, casal de mestre-sala e porta-bandeira símbolo da escola, comemoraram 20 anos de Beija-Flor. #Rio Cultura #Carnaval