Quando o assunto é insegurança para mulheres que viajam sozinhas, o Brasil aparece em segundo lugar. O país perde apenas para a Índia, de acordo com a lista publicada pelo jornal Daily Mail, que se baseou em dados da YouGov.

Ao falar da colocação do Brasil na lista, o jornal britânico fala sobre as imagens impressionantes de mulheres com pouca roupa no Carnaval do Rio que são famosas por todo o mundo. Mas que isso mascara o fato de que grande parte do país continua nas garras da violência generalizada liderada por gangues criminosas e polícia abusiva.

De acordo com o Ministério da Saúde, o número de estupros aumentou em 157% no Brasil entre 2009 e 2012, evidenciando a cultura machista do país.

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Há dois anos atrás, por exemplo, uma turista americana foi estuprada em um ônibus público enquanto o seu namorado ficou algemado e observando impotente. As autoridades brasileiras tentaram a todo custo mascarar o fato para a Copa do Mundo da FIFA em 2014, mas estupro, assalto à mão armada e violência direcionada às mulheres continuam sendo um problema constante. 

Mas já ficou claro que esse não é um problema exclusivamente brasileiro, embora o país conte com um dos índices mais alarmantes. Enquanto assobios, cantadas e taxistas agressivos pode ser um incômodo para muitos viajantes, há países onde as mulheres podem ficar expostas a misoginia e, em alguns casos extremos, perigo.

Além da Índia e Brasil que encabeçam a lista, há lugares populares entre os viajantes, como Marrocos e Turquia, que podem não ser tão amigáveis quanto parecem, de acordo com especialistas.

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Julie Kreutzer, co-proprietaria do International Women's Travel Center, escreve extensivamente sobre a questão da segurança feminina em países estrangeiros. 

"Eu fiquei realmente chocada com o quão inseguro e hostil alguns lugares são. Você não pode sequer entrar em alguns países se for mulher, mas a maioria dos sites de viagem apenas contornam o problema", disse ela. Kreutzer também afirmou que a honestidade e transparência é o melhor caminho, que acredita que todas as mulheres podem ser viajantes aventureiras, mas não devem se iludir pensando que são bem-vindas em qualquer lugar. "Há uma grande diferença entre ir para o Brasil e para a Dinamarca como uma viajante mulher", finalizou. 

Após Índia e Brasil, os outros países que completam o ranking são a Turquia, Tailândia, Egito, Colômbia, África do Sul, Marrocos, México e Quênia, respectivamente.