O ciúme é um sentimento de sofrimento afetivo de grande importância na vida das pessoas, e extremamente perigoso pelo potencial agressivo que pode despertar. A mídia geralmente cita os ciúmes em duas seções: nas policiais e nas de #Entretenimento.

Veja só que paradoxo

Como motivador de pendengas amorosas entre pessoas que vivem relacionamentos conturbados, os ciúmes são a principal causa de agressões, muitas delas com óbitos. A história se repete diariamente por todo o Brasil (não vamos nos estender para outros países, mas lá também há casos).

São homens que se acham donos das mulheres com quem convivem e, ao menor sinal de que elas têm vontade própria, independência e autonomia, eles partem para a agressão.

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Verbal, moral, física, econômica, ou qualquer outra que possa imobilizar e enfraquecer a outra pessoa para que ela fique ali, ao seu lado, no mesmo estado letárgico sem poder exibir reação alguma.

São mulheres que se acham donas do poder de castigar os homens com quem vivem, por achar que eles exageraram na traição, saindo com uma ou outra e, por isso, merecem um corretivo. As páginas policiais estão repletas desses casos.

Enquanto isso, nas amenidades as ações se desenvolvem nas relações dos #Famosos, que sempre chamam a atenção dos pobres de espírito, ansiosos por mais uma fofoca sobre quem ficou com quem, o que o outro fez ao descobrir, e coisas assim que não levam ninguém a lugar nenhum. Um dos exemplos é a já prolongada exposição do caso Zezé de Camargo e Zilu. O casal separou-se há mais de três anos, e cada passo que um ou outro dá vai às manchetes dos 'fofocacionários'.

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Falem mal, mas falem de mim

Para não sair da boca do povo, parece que vale tudo. Vida de artista deve ser assim mesmo. Se não está na mídia, não vende... Dessa vez, o foco é o caso que ele mantém com aquela que se relaciona com ele há mais de nove anos, tempo que remete à época em que ele estava casado e vivendo com a esposa.

Mas o tema é simplesmente o quê? Os ciúmes que ele sente dela e, por isso, a impede de trabalhar, com a estúpida desculpa de que não pode passar muito tempo sem vê-la por perto.

A mídia se refestela em tantas besteiras e eleva o sintoma a um misto de amor e cuidados (um tanto exagerados, claro), mas plenamente compreensível, afinal... É o amor.

A bonequinha de luxo fica à mercê da idiotice e doença de um sujeito que, por ter dinheiro e fama, é saudado pela sociedade. Quando ele der um pé no traseiro dela, certamente ela vai se arrepender de ter sido manipulada por sua própria ganância e pelo egoísmo dele.

Como ela não estuda nem trabalha para manter-se junto ao queridinho, irá ficar à toa, esperando que chegue mais um homem rico que queira lhe sustentar em casa, mantendo a mesma perversa estrutura que faz com que os homens sintam-se donos de suas companheiras, e com que as mulheres sintam-se objetos de consumo.

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A mídia mostra casos como esses como referencial para os não-famosos que se acham, também, no direito de fazer a mesma coisa. E o problema vem quando ela, a mulher cultivada, sai da linha: apanha, é xingada, ou assassinada. Aí a notícia sai da seção de entretenimento e vai para a seção policial. Nessa hora nem precisa ser famoso. Qualquer pé de chinelo pode amar, ter ciúmes e agredir.

Tudo em nome do amor.