Os dados foram escondidos por causa das campanhas eleitorais, mas a miséria aumentou pela primeira vez em dez anos, segundo dados apurados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Entre 2012 e 2013, houve um aumento de 3,68% no número de pessoas abaixo da linha da pobreza ou indigentes; mais 371 mil pessoas entraram para classe mais escassa da sociedade. São pessoas que não têm condições de adquirir uma cesta de alimentos que tenha o mínimo de calorias necessárias para se manterem.

A desigualdade é cada vez mais nítida. Pessoas estão entrando na classe média pela média salarial, mas mesmo assim vivem em favelas: 65% dos moradores de favelas pertencem à classe média.

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Nos últimos anos, 28 milhões de brasileiros saíram da pobreza absoluta e 36 milhões entraram na classe média.

O número de pessoas que moram hoje em favelas no Brasil é de aproximadamente 12 milhões. O número é maior do que a população total do Rio Grande do Sul, quinto estado mais populoso do Brasil, segundo Renato Meirelles, presidente do instituto de pesquisa Data Popular.

Ao ouvirmos a palavra pobreza, uma das imagens que vêem a mente são as favelas. Mas ao entrarmos nela, vemos uma classe em ascensão, que cada vez mais adquire bens de consumo. Enquanto isso, o número de miseráveis cresce cada vez mais e não temos uma localização exata para essas pessoas, o que é ainda mais grave.

Com a classe média nas favelas, o que será dos pobres e miseráveis? Não têm o que comer diariamente, quem dirá um endereço fixo.

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O cenário preocupa e entristece, pois o país empresta milhões a outros países e não cuida de cidadãos que não têm expectativa nenhuma de vida e foram esquecidos. A prova disso é o crescimento de pessoas abaixo da linha da pobreza.

O Brasil está entre os dez países do mundo com o PIB mais alto e o oitavo país com o maior índice de desigualdade social e econômica do mundo.

Segundo a ONU, as causas dessa desigualdade são a falta de acesso à educação de qualidade, política fiscal injusta, baixos salários e dificuldade de acesso aos serviços básicos: saúde, transporte público e saneamento básico.