Quem lembra dos tempos em que para fazer contato com alguém que morava longe, precisávamos escrever cartas e colocá-las nos correios? A evolução das necessidades fez com que o tempo de entrega de documentos e encomendas fosse diminuído e, para isso, a empresa cobrava um adicional à tarifa comum.

Para se ter segurança sobre o itinerário percorrido pela encomenda, além da garantia da entrega, era necessário o registro, que tinha lá também seu acréscimo na tarifa.

De tanta publicidade desses serviços especializados - e mais caros - a encomenda classificada como 'comum' caiu tanto de prestígio, que nem mesmo a empresa se responsabiliza pelo transporte e entrega das postagens que não sejam 'especiais' e 'registradas'.

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Como usuário (lesado) que fui dessa empresa que não preza pela responsabilidade e compromisso com seu #Trabalho, fico a me perguntar por que há, ainda, uma classe de postagem na qual a gente paga menos que as outras especiais, se a ela, simplesmente, não é dado o tratamento para o qual a empresa se diz ser executora.

Qual será o critério para as encomendas não serem entregues, e quais são os responsáveis pelo seu desvio do caminho que deveria ser seguido?

Mais simples e menos enganador seria que acabassem de vez com uma categoria de postagem que funciona dentro do aspecto matemático da aleatoriedade: talvez chegue; talvez não chegue. E o que é pior: a empresa se isenta da responsabilidade de dizer ou saber onde foi parar a encomenda entregue a seu encargo.

Não vou querer generalizar e dizer que os carteiros são desonestos, mas pelo visto, muita gente lá dentro deve aproveitar os pacotes 'comuns' e levá-los pra casa com o objetivo de matar sua curiosidade sobre o conteúdo.

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Como não são registradas, essas postagens ficam ao léu, sem poderem ser rastreadas, ou reclamadas.

Não é à toa que empresas de entrega mundo afora dizem logo que não podem se responsabilizar nem pelo tempo de espera, muito menos pela entrega de qualquer encomenda direcionada ao Brasil. Lá fora há o controle do itinerário até a entrada no nosso país. Depois disso, é com São Longuinho, o santo das coisas perdidas.

Não é à toa, também, que um dos ramos que mais crescem em nossa sociedade é o de entrega de documentos e encomendas de objetos. Não é por causa das vendas na Internet, nem pelo aumento do número de #Negócios e empresas de um modo geral. O crescimento desse setor se dá pela crescente ineficiência da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, os Correios, como conhecemos.

Sua imagem de empresa que não funciona é tão grande que empresas não recorrem mais aos seus serviços. Substituem os mesmos por empresas internacionais, nacionais, regionais, estaduais, ou mesmo de bairro.

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Grandes ou pequenas, porém confiáveis.

Pena que uma empresa como os Correios tenha sido manchada e enfraquecida por causa de administrações desastrosas. O site 'Reclame Aqui', que recebe manifestações de usuários com problemas de relação de consumo, registra o impressionante número de mais de 50 mil reclamações, com todas, (realce, por favor) TODAS sem resposta da empresa. Ou seja, nem para pedir perdão ela se manifesta.

Quanto às encomendas que forem levadas aos Correios, uma dica: registre tudo e se assegure que tudo vai estar devidamente comprovado, e que a empresa se responsabiliza, para que não corra o risco de sua postagem se desviar do caminho logo após você sair do estabelecimento.