A folia termina e aumentam as expectativas do que está por vir a partir da quarta de cinzas no país do futebol, cerveja, feriados e carnaval. Entretanto, com todo colorido da celebração, os tons na área econômica estão cada dia mais cinzentos com a queda do ouro negro no mercado internacional, além da #Corrupção avassaladora que manchou a imagem da Petrobras e do Brasil como um todo.

A quarta de cinzas é um momento especial, pois inicia a Quaresma, período dedicado a reflexões e o qual nos remete a capítulos instigantes sobre o rumo que a situação do país poderá tomar neste pós-festa.

No país da enganação e das maracutaias, a fantasia e a maquiagem têm suas similaridades, cujas máscaras se encaixam perfeitamente aos personagens que nas avenidas se encontraram nos dias de folia.

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Após serem tiradas, confrontar-se-ão com suas realidades do luxo das vestes, posto de rainhas/reis, destaques em carros alegóricos, ao tanque de roupas.

A fantástica e tão cobiçada festa foi transformada numa indústria desde que passou a ser hi tech, assim como o modus operandi do capitalismo, cenário para corrupções, conchavos entre agremiações que podem ser comparadas a partidos políticos em um verdadeiro balcão de negócios.

É no carnaval que as classes menos favorecidas se destacam e se misturam, reunindo oprimidos e opressores, quando, na realidade, o abismo social entre pobres e ricos está bem distante do que as representadas nas passarelas e avenidas afins. Algo semelhante ao que acontece com as estatísticas mascaradas e utilizadas pelos governos para venderem falsas ilusões e passar a imagem de que está tudo bem no país.

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O status de príncipes e princesas por alguns dias na folia camuflam a realidade de um povo sofrido e desprovido dos direitos de cidadão e que optam por esquecer a monótona e dura realidade em que vivem. Então esse mesmo povo embriaga-se, não com os sofisticados drinks importados e mais caros que bebe a corte dos três poderes e as celebridades fabricadas pela mídia, mas sim da cachaça popularesca e mais barata. 

O carnaval não é apenas parte da identidade cultural do povo brasileiro, como, há muitos anos, passou a ser explorado como uma indústria e evento de grife que, seguindo a cartilha ritualística do jogo de poder, fez com que as políticas e os políticos fossem uma relevante parcela da equação como se constata na atualidade, as investidas escusas no gerenciamento da festa pelo sistema.

Os imperadores romanos descobriram o poder do circo para se desviar das críticas, se notabilizarem e permanecerem no poder, e o carnaval no Brasil enquadra-se nesse contexto. E ninguém menos que o Conde Nicolau Maquiavel, conselheiro dos Médicis no século XVI, para servir de base comparativa.

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Então viva o carnaval no país do faz de conta, em que, na quarta-feira de cinzas, os tons por demais não se poderão comparar com os tons de outra realidade que poucos tomaram conhecimento e na qual se encontra o cenário obscuro de uma economia na corda bamba.

Com isso, presume-se um possível golpe no judiciário com a aprovação da instrução normativa no TCU e que se abrirá para todas as empresas suspeitas de corrupção na Lava Jato firmar novos contratos com a Petrobras e governo. Assim como executivos ficarem livres das grades e com a grana dos conchavos para viverem em suas confortáveis mansões. #PT