A OAB (Ordem dos Advogados Brasil) criou no final do ano passado a Comissão Nacional da Verdade sobre a Escravidão Negra no Brasil. O objetivo primordial desta comissão é resgatar a história da população negra no Brasil. Questões que a história corrente abordaram superficialmente serão debatidas e estudadas, inclusive as atrocidades que repetidamente eram praticadas no período da escravatura.

A comissão deverá apresentar ao seu final sugestões voltadas para a aplicação de políticas públicas que possam efetivamente contribuir para consolidação de igualdade plena e sólida no país. Tendo como base de motivação e inspirada na Comissão Nacional da Verdade, cujos trabalhos investigaram anos da ditadura no Brasil, esta comissão é formada por 57 membros.

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Destes membros, 10 são advogados, 35 consultores e 15 do judiciário e Ministério Público (convidados). Os trabalhos terão um período de 2 anos para serem concluídos.

Já no final de 2015, deve ser amplamente divulgado um relatório parcial das atividades até então desenvolvidas. Em dezembro de 2016, os trabalhos deverão estar encerrados, quando então acontecerá a apresentação documento final.

O presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, divulgou números em que fica demonstrado a entrada da população negra no ramo da advocacia. Ele informou que, nos últimos dois anos, entre os que ingressaram na Ordem, 39 mil são negros. O presidente salientou a importância deste grupo de profissionais do Direito, que contribuem para a efetiva construção da atividade no Brasil.

A Comissão Nacional da Verdade sobre a Escravidão Negra no Brasil tem como presidente Humberto Adami.

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Ao tomar posse na instalação da comissão realizada em Salvador, Bahia, ele ressaltou que este colegiado irá localizar todos atos da escravidão que perduram ainda hoje e fazem do Brasil um país onde a desigualdade social é gritante, assim como a descriminação e o racismo.

Adami deixou claro ser preciso a investigação rigorosa dos acontecimentos e abusos da escravidão. Assim, esta comissão, segundo seu presidente, pretende extinguir aos fatos persistentes da escravidão até hoje. #Trabalho