O rock, que foi o estilo de #Música predominante no século 50, parece caminhar para o nicho de diletantes e saudosistas, assim como o jazz, o country e a MPB. Poucas bandas e cantores novos do estilo almejam chegar ao estrelato mundial e os medalhões na ativa parecem vislumbrar um crepúsculo de suas carreiras repetindo o que faziam há décadas.

Um exemplo disto foi a premiação do Grammy ocorrida no último domingo (8), no qual o estilo foi um mero coadjuvante para artistas ostensivamente pop ou oriundos do R&B. As únicas apresentações de artistas roqueiros vieram do AC/DC e do ELO, ambas bandas com décadas de estrada e longe de querer os principais holofotes.

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E ver Paul MacCartney ser músico de apoio para Kanye West e Rihanna foi quase depressivo.

Mesmo dentro das categorias reservadas ao gênero, as indicações ficaram nas mãos dos consagrados e já "clássicos" Beck (vencedor de melhor álbum de rock com Morning Phase) e Jack Withe (melhor performance de rock com Lazaretto). Concorrendo com eles estavam U2, Tom Petty, que concorrem a Grammys desde o tempo da máquina datilográfica, e os já não tão novatos Black Keys e Ryan Adams.

Os fãs do metal, então, tem menos ainda para se alegrar com a premiação. O troféu de melhor performance do estilo foi para o Tenacious D, banda formada pelos comediantes Jack Black e Kyle Gass. Headbangers devem estar bataendo a cabeça de raiva.

Não que o rock e seus derivados estejam morrendo, mas com certeza seus grandes nomes estão envelhecendo e, na nova geração artistas, não há ninguém com o calibre para se impor diante das moribundas gravadoras e rádios para levarem seu som ao grande público.

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Continuam existindo bandas de garotos ávidos para fazer três acordes em guitarras, mas cada vez mais destinados a tocar para um público segmentado e alternativo, enquanto as filhas e netas da Madonna (Ariana Grande, Katty Perry, Taylor Swift, entre outras) e os defensores do estilo American Idol de cantar, como o grande vencedor da noite Sam Smith, continuam predominando nas paradas e premiações. #Opinião

Não é animador quando lembramos que o último verdadeiro grande boom do rock veio com o Nirvana e os demais grunges há mais de vinte anos. De lá para cá surgiram grandes bandas como os Artic Monkeys, Slipknot, Franz Ferdinand, The Killers e outras dezenas, mas nenhuma conseguiu mover os corações e as ideias como seus predecessores faziam em tempos idos.