O trote universitário é uma forma nada convencional que alguns veteranos de universidades escolhem para recepcionar os calouros na primeira semana de aula. Essa prática não é exclusividade do Brasil, pois existe há muitos anos em diversos países, assim como os Estados Unidos, possuindo até situações do tipo em cenas de filmes e séries de TV.

Os trotes são mais comuns em universidades públicas, uma vez que não tem segurança e monitoramento constante através de sistema de câmeras como ocorre nas instituições particulares. Ainda assim, existem casos menos intensos em universidades privadas renomadas.

Devido a algumas situações que passaram dos limites, foi criada a lei estadual 11.365/2000, originada por um decreto lei do ano anterior que proíbe os trotes violentos nas universidades e cria o "Trote Solidário".

Publicidade
Publicidade

Como a lei proíbe o trote nas dependências estudantis, prevendo punições, muitos adeptos a essa prática passaram a realizar os trotes em outros lugares, próximos ou não das universidades. Se por um lado é desumano e injustificável alguém "recepcionar" um calouro o embriagando ou o drogando, bem como realizando atos violentos, por outro existe a seguinte questão: ninguém é obrigado a acompanhá-los. Quando alguém é chamado para as "boas vindas" de veteranos e os acompanha, já é hora de desconfiar que alguma coisa esteja errada e aceitar é assumir os riscos.

A situação é similar as raves, nas quais todo mundo sabe que existe a venda e consumo livre de drogas e bebidas alcoólicas. Ainda assim, muitas pessoas vão e depois reclamam que foram assaltadas, agredidas e até vítimas de violência sexual.

Publicidade

Não é defender o infrator, pois um fato não justifica o outro, mas é colocar em questão que às vezes é preciso deixar de ser ingênuo.

Em plena primeira semana de aula um grupo de veteranos quer te convidar para curtir as boas vindas? Todo mundo que já estudou ou estuda, seja no ensino médio ou na universidade, sabe que amigos não caem do céu durante a fase estudantil e encontrá-los é uma questão de tempo e não de mágica. Ser obrigado a algo é uma coisa, se submeter a uma situação vexatória por livre arbítrio é outra.

A lei deve ser cumprida, os infratores devem ser punidos, mas as vítimas nem sempre são tão vítimas assim. Existem exceções, de pessoas que foram praticamente carregadas por um grupo para o ambiente hostil dos trotes, mas a maior parte dos casos reclamos poderiam ter sido evitados pelas próprias vítimas. Assim como o traficante só existe porque existem pessoas para comprar drogas, os praticantes de trotes violentos só continuam na "ativa" porque sabem que tem gente ingênua que cai na lábia das "boas vindas".

Fique atento! Como os pais e avós sempre ensinaram: é melhor prevenir do que remediar. #Educação #Vestibular #Crime