Em meio às mudanças ocorridas desde a semana passada com a saída de Graça Foster e de toda a diretoria e nomeação do presidente Bendine, impactando na queda das ações da companhia, surge mais um fato para envolver o nome da #Petrobras e, dessa vez, envolvendo vidas. No litoral Norte do Espírito Santo, a explosão do navio-plataforma deixou três mortos, dez feridos e o desaparecimento de seis pessoas, de acordo com a Agência Nacional de Petróleo (ANP).

A embarcação em que o acidente ocorreu é contratada (afretada) e estava a serviço da petroleira. Trata-se da primeira para gás instalada no Brasil, com capacidade para processar 10 milhões de m3 de gás e 25 mil barris de óleo por dia.

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Pertencente à empresa BW Offshore, com sede na Noruega, o contrato compreende o período de 2009 a 2018. Opera desde o início da vigência, no pós-sal dos campos de Camarupim e Camarupim Norte, no litoral do Espírito Santo.

O FPSO (Floating Production Storage and Offloading ou Navio Plataforma Estocante de Produção) funciona como plataforma de produção, armazenamento e transferência de gás ou petróleo para outras embarcações.

De acordo com a ANP, o acidente no navio-plataforma FPSO, ocorrido por volta das 12h50, na cidade de São Mateus, no Espírito Santo, não causou derramamento de óleo no mar. Das 74 pessoas que embarcaram, 32 foram desembarcadas e 31 permanecem a bordo, mas com seis desaparecimentos. A tripulação da embarcação é mista, formada por brasileiros e estrangeiros. Após explosão, o sindicato dos petroleiros disse que a explosão poderia ter acontecido na casa de bombas ou durante a transferência de gás condensado.

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Felizmente o fogo foi controlado e a plataforma está estabilizada, sem perigo de vazamento. Segundo informações da Petrobras, os feridos já foram transportados via helicóptero para atendimento médico em Vitória.

A Marinha do Brasil, através da Capitania dos Portos do Espírito Santo (CPES), pretende abrir inquérito administrativo referente a Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) de forma a investigar as razões e responsáveis pelo acidente. De acordo com a ANP, foi realizada a atualização de documentação marítima em setembro do ano passado e a Marinha emitiu declaração de conformidade esse ano para o navio-plataforma.