O Banco Central divulgou o resultado de uma pesquisa realizada na última semana com 100 economistas de instituições financeiras, e o resultado não é nada bom. As previsões são de crescimento zero para a economia, com a taxa de inflação chegando ao seu índice mais alto dos últimos 11 anos: 7,15%.

A alta do dólar, que segue operando a R$ 2,78 e de setores como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus são fatores que explicam a estimativa de aumento de preços para 2015. Para além de gráficos e demonstrativos, o consumidor que frequenta os mercados sente no bolso e na mesa o aumento significativo dos preços dos alimentos nos últimos anos, apesar de, em campanha, a presidente Dilma garantir que a inflação estava "sob controle".

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Essas estimativas são o resultado - óbvio e esperado - de uma administração pública predatória, que jamais apresentou a preocupação de construir um projeto sólido de crescimento a médio e longo prazo para o Brasil. A política econômica do PT se baseou até aqui em uma distribuição de renda irresponsável que lhe garante votações expressivas nas eleições, permitindo sua continuidade no poder.

Agora, tendo de lidar com as consequências, o governo é obrigado a tomar medidas impopulares como o aumento dos preços administrados e o corte de gastos públicos, o que nos permite temer uma situação complicada para os próximos anos. Se não há investimento no crescimento da economia e na geração real de empregos, a utilização predatória dos recursos disponíveis visando a consolidação de um projeto de perpetuação no poder, leva ao esgotamento desses mesmos recursos e à consequente queda na qualidade de vida da população (aumento dos preços, diminuição das políticas sociais e queda na oferta de empregos públicos e privados).

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Enquanto isso, casos espetaculares de corrupção - do mensalão ao petrolão - continuam a pipocar nas grandes mídias, envolvendo cifras que chegam a centenas de milhões de reais e os membros do legislativo e do judiciário apresentam propostas de aumento dos próprios salários.

Enquanto nossos partidos, candidatos e governantes estiverem preocupados apenas em chegar ao poder e manter-se nele pelo maior tempo possível, ao invés de desenvolver um projeto sério de crescimento sólido do país em todos os níveis - econômico, social, educacional - teremos apenas, a cada ciclo administrativo, nada mais que 'mais do mesmo'.