Nesta sexta-feira (20), João Procópio de Almeida Prado, réu no processo Lava Jato, foi solto pela Justiça do Paraná, ele estava preso desde julho de 2014. Segundo informações, João trabalhava para o doleiro Alberto Youssef como o principal subordinado para a efetuação das transações ilegais.

A prisão de João foi feita pelo Juiz Sergio Moro, já que o réu era um importante subordinado de Youssef, e caso continuasse solto, o esquema de lavagem de dinheiro poderia continuar sob seu comando. Segundo as informações levantadas pela Operação Lava Jato, Almeida é responsável pelas contas do doleiro Youssef no exterior, decorrentes do esquema de #Corrupção da #Petrobras, contudo, em algumas das contas, o próprio réu aparecia como suposto beneficiário.

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Procópio estava preso no Complexo Médico Penal, que faz parte do sistema penitenciário do Paraná, localizado em Curitiba. A soltura foi realizada depois que advogados de Almeida apresentaram uma proposta no último dia 12 de fevereiro, em que João Procópio assumiria o compromisso de encerrar suas contas no exterior. A realização desta proposta resultaria na repatriação dos recursos oriundos das contas, que seria realizado quando fosse possível.

Diante da ‘louvável’ atitude da defesa de Procópio, o Juiz Sergio Moro cedeu quanto à prisão do réu, principalmente por este ser o principal subordinado de Youssef no esquema de corrupção.

Para o juiz que liberou o réu, que já apresenta uma idade mais elevada, 68 anos, e por não ser o principal personagem no esquema de corrupção, já que as contas no exterior eram controladas e pertencia ao doleiro Alberto Youssef, sua colocação em liberdade não representa um risco tão alto, já que Alberto atuava de maneira subordinada.

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Outras figuras são apontadas pelas investigações como os principais responsáveis pelo suposto esquema criminoso de lavagem de dinheiro.

João Procópio foi solto na sexta-feira (20) às 18h30, e a suposta proposta da defesa de Procópio não pode ser considerada como uma colaboração premiada, e sim como um compromisso assumido pelo réu e pelos advogados diante da Justiça, para a efetiva soltura. #PT