Aí na sua casa, alguma vez foi feito qualquer tipo de questionamento a respeito de onde vêm as roupas compradas? Ou mesmo o que significa o Made In China entalhado em alguns brinquedos que chegam às crianças brasileiras? Você, leitor, já se perguntou alguma vez como vivem as pessoas que fabricaram seu iPhone? A ignorância, nesse caso, não é uma benção.


Aparentemente, para que alguém pode ostentar um produto no Instagram, outra pessoa tem que pagar por isso com 16 horas seguidas de #Trabalho em condições que muitos especialistas chamam de "escravidão moderna".


Um exemplo muito claro disso é a gigante Apple, que recentemente recebeu mais uma acusação de exploração de mão de obra escrava em sua linha de montagem. De acordo com uma matéria publicada pela BBC, nas minas que extraem o estanho que a Apple compra para utilizar em seus produtos, as condições de trabalho eram tão degradantes que até mesmo crianças faziam parte da equipe de mineração.


A matéria ainda acusou a empresa de contratar fábricas que deixam seus funcionários trabalhando durante jornadas de mais de 12 horas sem direito a dias de descanso.

Não é a primeira vez que esse tipo de acusação atinge a Apple. Anos atrás foi descoberto que funcionários de uma fábrica terceirizada da empresa  na China estavam cometendo suicídio. Muitos atribuíram essas tragédias às más condições de trabalho na fábrica, já que as leis trabalhistas naquele país são mais brandas que no Brasil.

Apesar dessas manchas na marca, as vendas da empresa não param de crescer. Estima-se que nos últimos 3 meses foram vendidos 74,5 milhões de iPhones no mundo todo. O público simplesmente não liga muito.


Outras empresas brasileiras também passaram pela mesma situação. Diversas marcas de fabricação de roupas já foram autuadas no país por uso de mão de obra escrava, entretanto as vendas dessas empresas raramente diminuem por causa disso. Na verdade, elas aparecem muitas vezes como um escândalo momentâneo que rendeu uma multa leve aos culpados. Raramente alguém é preso pela prática da escravidão moderna.


A "ignorância" do público, que não se importa com essas situações, só faz aumentar os casos de empresas que se aproveitam de países com leis trabalhistas ruins ou pessoas pobres.

Informações como: onde o produto foi fabricado? Quem são os profissionais que trabalham nesses lugares? A marca já foi acusada de utilizar trabalho escravo? Para quem está interessado em ver essas questões respondidas,  recomendamos o aplicativo Moda Livre, que dá esse tipo de informação ao usuário. #Justiça

Quem não assume a postura do consumidor consciente acaba colaborando com a ceifa de vidas.