As eleições para presidente da república em 2014 foram uma das mais disputadas da história do Brasil, com direito a uma nítida divisão da população: uns a favor do primeiro mandado de #Dilma Rousseff, outros contra ela. Por conta disso, a atual presidente venceu apenas com 51,65% dos votos válidos, já o seu concorrente, Aécio Neves, perdeu com 48,35%, o que evidenciou a divisão da população.

Os marqueteiros da presidente atuaram, ao longo de toda campanha, em duas frentes: eliminar o inimigo com mentiras (deixando em dúvida o eleitorado) e afirmar que o segundo mandato será melhor que o primeiro, com a economia sob controle, a redução da inflação, com o crescimento do país e a manutenção dos direitos trabalhistas, assim como os próprios empregos não seriam afetados.

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A tática deu certo.

Entretanto, antes mesmo de iniciar o segundo mandato, a presidente anunciou medidas de ajuste fiscal, por medida provisória, contrariando a sua fala de menos de dois meses. Afinal, quais foram as principais contradições apontadas pela presidente após ser eleita?

1. Direitos Trabalhistas

Durante a campanha, a candidata a reeleição deixou claro que não mudaria os direitos trabalhistas, chegando a afirmar "nem que a vaca tussa". Contudo, após vencer as eleições, colocou em prática o ajuste fiscal, no qual consta: mudanças no seguro desemprego, abono salarial, pensão por morte, auxílio doença e seguro desemprego do pescados, todos eles prejudicando o trabalhador.

Para o governo, as mudanças são necessárias para resolver as distorções que estavam em vigor, não influenciando na manutenção dos direitos.

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2. Crescimento econômico

Outra promessa feita pela candidata do Partido dos Trabalhadores foi que a economia continuaria a crescer, com redução da inflação. No entanto, o que ocorre é totalmente o oposto. Isso porque, o próprio Banco Central já admitiu que o índice de inflação anual será de 7,9%, superior ao teto permitido pelo governo de 6,5% e a economia brasileira sofrerá retração de 0,5% em 2015.

Para o governo, a retração na economia será apenas no primeiro semestre deste ano, devido a necessidade de colocar a casa em ordem.

Desgaste com o eleitorado

A última pesquisa do Datafolha revela que apenas 11% dos que votaram na presidente estão satisfeitos ou consideram o seu governo bom ou ótimo, o que demonstra a falta de sintonia entre o discurso da candidata e a atuação da presidente. #Trabalho