Dia 8 de março, dia internacional da mulher. Ano após ano, nesta data, milhares de mulheres se reúnem nas ruas de São Paulo para reivindicar igualdade de salários, legalização do aborto, medidas mais eficazes de combate à violência doméstica, dentre outras reivindicações. Vários são os temas abordados no movimento feminista que ocorre nesse dia, entretanto, em 2015, um tema bastante recorrente em outros meios chamou a atenção: a falta d'água.

Mas porque as feministas também reivindicam e protestam no dia da mulher pela escassez de água?

É fato que a falta d'água acarreta inúmeros transtornos para milhares de pessoas: são roupas que não podem ser lavadas, casas que não podem ser limpas, alimentos que dependem de água para o preparo, para próprio consumo, etc.

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Porém, a falta desse líquido, essencial para a vida e em nosso cotidiano, afeta de forma ainda mais pontual as mulheres.

Nos bairros mais carentes de São Paulo, há cortes no abastecimento de água em períodos do dia, o que faz com que as pessoas tenham de estocar o máximo possível de água e, ainda, para as várias trabalhadoras que sofrem com a falta de água, as vezes sequer tem água para o banho.

Militantes do ato informaram que a falta de água afeta principalmente as mulheres, já que na maioria das casas são elas que cuidam de toda a rotina de cuidados do lar e dos filhos. Com a falta de água, fica quase impossível arrumar as crianças para irem a escola, o que atinge também a rotina de trabalho, já que ficam de mãos atadas, não tendo onde deixar os filhos.

Ainda no movimento, foi abordado o Estatuto do Nascituro, que prevê garantias aos fetos concebidos a partir do estupro, projeto bastante controverso, já que fere garantias instituídas pelos direitos humanos.

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Além disso, a legalização do aborto foi tema recorrente entre as feministas, que afirmam que a legalização coibirá os abortos clandestinos, constituindo um mínimo de segurança às mulheres que queiram ou necessitem realizar o aborto, além de obrigar o estado a constituir políticas públicas que cuidem da saúde da mulher. #Opinião