Cerca de 300 pessoas comparecem a CaminhaDown, caminhada em busca de direitos aos portadores da Síndrome de Down. Muitos participantes portadores de down contam um pouco de suas histórias, a fim de mostrar que possuem autonomia e estão aptos ao convívio social.

Casais apaixonados e pais de crianças com Síndrome de Down buscam direitos, como poder contar com pessoas mais capacitadas nas escolas e também por reconhecimento de união entre portadores.

O ensino escolar é fundamental para o desenvolvimento do intelecto das pessoas com síndrome de down e infelizmente as escolas públicas ainda estão longe de estarem preparadas para recebê-los, afirmam pais de crianças com a síndrome presentes no movimento.

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Existem pessoas com  síndrome de down na faculdade e trabalhando, é exatamente para que esse fato continue a crescer que essas pessoas foram nesse sábado, dia 21 de março para o Parque Olhos D'água, em Brasília. A data também marca o Dia Internacional da Síndrome de Down.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), hoje no Brasil existem cerca de 300 mil pessoas com a Síndrome de Down, um número que merece muita atenção e respeito.

Uma das organizadoras do CaminhaDown, a jornalista Melina Sales declarou que a caminhada tem a intenção não só de dar visibilidade ao tema como colocar as demandas das famílias na agenda do poder público.

Entres os pontos defendidos pelo movimento está a extensão da licença maternidade para mães que trabalham no setor público, passando de 4 para 6 meses de licença.

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A Trissomia do Cromossomo 21 ou Síndrome de Down é uma falha na divisão celular que causa alteração genética, ainda no processo da divisão embrionária.

Saiba mais: Todos os tecidos do organismo são por coleções de células e no núcleo de cada uma delas existem 46 cromossomos, 23 herdados do pai e 23 herdados da mãe. No caso de portadores da Síndrome de Down ao invés de 2 cromossomos no par 21, eles possuem 3 cromossomos iguais.

As pessoas portadoras da Síndrome de Down possuem características físicas semelhantes, olhos puxados parecidos com os dos orientais, cabeça mais achatada na parte de trás, orelhas menores e localizadas um pouco mais abaixo, língua protusa (para fora da boca), hipotonia muscular e não são muito altas.

A intensidade de cada uma dessas características varia de pessoa para pessoa, assim como a capacidade intelectual, diferentemente do que muitas pessoas acreditam, não existem graus de Síndrome de Down.

A principal influência para o desenvolvimento está imensamente relacionada ao estímulo e incentivo recebido ainda nos primeiros dias de vida.