Contrariando familiares, amigos e a sociedade brasileira, a #Justiça do Rio de Janeiro vai soltar os acusados pela morte do cinegrafista da Band, Santiago Andrade, enquanto o profissional trabalhava cobrindo um protesto que ocorria em 26 de fevereiro de 2014.

Em uma sessão ocorrida nessa quarta-feira(18) os desembargadores decidiram que os réus não responderão mais por homicídio qualificado. Os ativistas do grupo Black bloc respondiam por homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe, com uso de explosivo e que não deram chances de defesa à vítima. Com essa decisão eles responderão, no máximo, por explosão seguida de morte.

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Em uma pena que poderiam responder de 12 a 30 anos, passa agora para dois a oito anos.

Essa decisão deixou a sociedade brasileira revoltada. Os desembargadores que conseguiram livrar os réus dos crimes acima citados foram: Gilmar Augusto Teixeira (relator) e Elizabete Alves de Aguiar, da 8ª vara criminal. Segundo os dois, não foi comprovada pela denúncia feita pelo Ministério Público (MP), o dolo eventual, que é quando não há a intenção. mas se assume o risco de matar. Com isso, o caso deixa o Tribunal do Júri, e será redirecionado para uma das varas comuns da comarca da capital.

Segundo o Ministério público do Rio de Janeiro (MP-RJ), irão recorrer da decisão da oitava câmara criminal de justiça do Rio (TJ-RJ), que foi quem determinou a libertação de Fábio Raposo Barbosa e Caio Silva de Souza, que irão responder o processo em liberdade, sendo proibidos de participarem de protestos e qualquer contato com o grupo Black bloc.

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O Ministério Público do Rio de Janeiro tenta restituir a decisão anterior e manter os acusados presos. O órgão declara que as imagens veiculadas na imprensa são a maior prova do crime cometidos pelos acusados e que as mesmas não deixam dúvidas quanto a sua autenticidade.

A esposa do cinegrafista, Santiago Andrade, a senhora Arlita Andrade está desolada e desacreditada na justiça brasileira e pergunta: Que justiça é essa? Pergunta que muitos brasileiros se fazem. Se sentindo ofendida como esposa, cidadã e vítima, ela pede que a justiça seja restabelecida e que os acusados paguem pelo crime que cometeram.