De acordo com a nova lei, aprovada pelo vereador de Florianópolis, Jerônimo Alves, os exemplares da bíblia deverão ser expostos em lugar de destaque. A regra vale tanto para escolas públicas, quanto para escolas privadas e os exemplares deverão estar disponíveis em texto, vídeo e áudio. Professores e representantes de outras religiões começam a contestar a nova lei aprovada, haja vista que a legislação municipal está abaixo da estadual e federal.

Parece existir um consentimento de que todos os livros das diversas religiões poderiam ficar a disposição dos alunos, porém, nenhum deles com destaque maior que os outros. A imposição começa a gerar discussões acerca do tema na cidade.

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Grupos e fiéis de outras religiões atentam para que um livro de uma única #Religião não pode sobressair as demais. Além desse ponto, muitos concordam que, pelo estado brasileiro ser laico, essa obrigação se mostra inconsistente.

Diversos grupos não religiosos também se mostram contra a nova obrigação. Eles alegam que a lei se mostra infundada, pois o estado brasileiro não pode abrir prerrogativas para religiões cristãs aparecerem ou serem difundidas como sendo superiores ou destacadas as demais. Além desses fatores, muitos pais não concordam que sejam distribuídas bíblias na escola por pessoas que, talvez, tenham o intuito de converter seus filhos. O tema vem ganhando destaque em inúmeras discussões, principalmente, entre pais e mães de filhos em idade escolar.

De acordo com o criador da lei, o objetivo é dar mais acesso ao livro e permitir que ele seja distribuído aos alunos nas escolas (isso em concordância com os diretores).

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Alessandro Abreu, procurador da prefeitura de Florianópolis, disse que o município está avaliando entrar com uma ação contra a lei, pois acredita ser uma proposta inconstitucional. Apesar do veto do prefeito Cesar Souza Junior, a câmara de vereadores acabou por manter a nova e polêmica regra.

Cabe ressaltar que o vereador do PRB, Jerônimo Alves, é bispo da Igreja Universal na capital catarinense. #Educação